SALDO POSITIVO

Contas de início de ano: como se organizar sem prejudicar as finanças?

Por Fernanda Rizzi | Jornal de Piracicaba
| Tempo de leitura: 2 min
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Planejamento é essencial para não ter surpresas desagradáveis
Planejamento é essencial para não ter surpresas desagradáveis

O ano chega ao fim, as festas acabam e em janeiro as contas chegam: IPTU, IPVA, matriculas e gastos com materiais escolares, a fatura do cartão de crédito dos presentes de Natal e das viagens podem ser uma delas. Essa situação é o maior pesadelo para muitas pessoas que podem sentir o impacto no bolso, mas com um bom planejamento financeiro, é possível pagá-las sem prejudicar as finanças. O Jornal de Piracicaba conversou com o economista Ricardo Buso para saber quais as melhores formas de evitar surpresas desagradáveis com contas e dívidas já no início do ano.

Para ficar em alerta, Buso ressalta que o primeiro passo para evitar contratempos de ordem financeira é identificar com precisão todas as receitas e despesas da família, sempre buscando organizar as prioridades. ”No cenário econômico, atravessamos uma fase de sensível crescimento no endividamento das famílias, não necessariamente por desorganização, mas também por necessidade, já que o impacto da inflação vem pesando principalmente o custo de alimentos. Assim, as próprias instituições financeiras temem o cenário atual e a negociação é sempre bem-vinda às duas partes. Outra sugestão é conhecer o custo (taxa de juro) de cada dívida para planejar quitar com mais urgência as mais caras”, explica ele.

Segundo o economista, as contas como IPTU e IPVA seguem a lógica de recair logo após a renda extra recebida, seja do 13º salário dos empregados formais ou da atividade maior de final de ano das demais categorias, que para os organizados, que reservam os recursos, é garantido o direito a um desconto para pagamento à vista.

“Se precisar optar pelos parcelamentos é preciso saber que, de forma natural, sempre existe uma taxa de juro embutida no valor final e são contas que precisam ser deduzidas da capacidade mensal de cada família em assumir novos compromissos. Caso contrário haverá descontrole”, explica Ricardo. “Outra alternativa, mas que requer muita organização, é mensalmente separar 1/12 desses compromissos de início de ano a cada mês para o ano seguinte. Só é preciso garantir uma remuneração de aplicação financeira, numa conta exclusiva para esse fim”, completa.

Sobre o crédito, Buso comenta que a boa gestão desse recurso está na consciência em usá-lo para não perder boas oportunidades, e também gerenciar um fluxo de caixa de saída única no orçamento doméstico, mas nunca entendê-lo como renda adicional. “Uma fatura que não é quitada integralmente, como através de recursos reservados do 13º Salário, abre a porta para uma bola de neve no endividamento.”

Ricardo afirma que o bom e velho caderno tem seu valor e atende às necessidades de controle. Basta saber que a renda mensal é o limite das despesas e que a manutenção de uma reserva financeira, obtida de sobras mensais, garante oportunidades à frente.

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