França e Argentina decidem neste domingo (18), a partir das 12h, no estádio Lusail, quem fica com a Copa do Qatar. A taça também vale o tricampeonato, já que ambas têm dois títulos mundiais - os argentinos conquistaram o torneio em 1978 e 1986, enquanto os franceses ganharam em 1998 e 2018.
Para os brasileiros, resta, agora, escolher um lado para torcer. Sem a seleção canarinho, que caiu nas quartas para a Croácia, o piracicabano está dividido entre os "hermanos", pela honra sul-americana, e os europeus - pela rivalidade com a Argentina. Mas também há, em nossa cidade, os torcedores nativos, que escolheram a Noiva da Colina para morar e neste domingo vivem a expectativa da taça.
A professora francesa Joy Melloul, 31, é de Paris e está há apenas um ano e meio em Piracicaba. Mesmo sem ser uma especialista no esporte, ela está na torcida por sua nação neste domingo. "Espero que a França vença. Os jogadores são dinâmicos e prontos para honrar a França e seu povo", diz.
Joy Melloul, que leciona idiomas (francês e mandarim), gosta de ver nas copas as diversas culturas. "Na minha opinião, o mais importante é ver todas as diferentes origens em ação. A equipe francesa, chamada 'les bleus', representa nosso multiculturalismo", conta a professora, que mora no Caxambu.
Ela conta, no entanto, que o torneio no Qatar não vai deixar lembranças positivas pela questão social, como as mortes de trabalhadores durante a construção das arenas, por exemplo. "Sou bastante crítica sobre a questão da organização desta Copa do Mundo e os escândalos humanos em torno dessa questão."
ARGENTINO
O administrador de empresas argentino Fernando Mario Martin, 37, está em Piracicaba há 11 anos e vai curtir ao jogo ao lado dos pais, que chegaram da Argentina e vão ficar com ele até janeiro de 2023. Torcedor do Boca Juniors, ele acredita que sua seleção tem chances de sagrar-se campeã neste domingo.
"No começo, deu medo porque perder da Arábia (Saudita) deu aquele frio... Mas depois a Argentina começou a jogar como Argentina mesmo", disse Martin, que espera levantar a terceira estrela neste domingo. "O meu desejo é ver a Argentina ganhar. Acho que vai ser 2 a 1 para a Argentina", completou o "hermano".
EM SEUS PAÍSES
Curiosamente, outras duas rivais que moram em Piracicaba foram para seus países assitir ao jogo com suas famílias e amigos. A argentina Melisa Gomez, 33, que mora na Noiva da Colina há oito anos, foi na última quinta-feira (15) para Buenos Aires a fim de rever a família e amigos. De quebra, espera vibrar com o título da equipe sul-americana.
Já a médica francesa geriatra Marie Brihier, 44, foi na sexta-feira (16) com sua filha Pietra, 9, para Paris. "Estamos confiantes. Eu estava presente em 1998 e 2006. E, em 2018, a França ganhou por 4 a 3 da Argentina, então estamos otimistas!", contou ela, que já está preparando a festa com sua filha, a pequena Pietra, de 9 anos, que é francobrasileira.
FESTA
A festa também será nas ruas de Piracicaba, onde um grupo de argentinos pretende se reunir para torcer juntos pelo time "Celeste y Blanco". A casa, que fica na rua Luiz de Queiroz, 589, na região central, promete telão de led e muitas promoções para os que comparecerem ao local para ver ao jogo final da Copa do Mundo