COPA QATAR

Radicada em Piracicaba, argentina confia no tri: 'Está representando muito nosso país'

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Vídeo e foto - Claudinho Coradini/JP
Melisa Gomez com a famosa camisa argentina: 'Mas será a última Copa do Messi, então seria muito especial se ganhássemos'
Melisa Gomez com a famosa camisa argentina: 'Mas será a última Copa do Messi, então seria muito especial se ganhássemos'

A nutricionista argentina Melisa Gomez, 33, está ansiosíssima para ver o time "celeste y blanco" entrar em campo, neste domingo (18) na final da Copa do Mundo do Qatar. Melisa embarca para Buenos Aires nesta quinta-feira (15), onde passará o final de ano com sua família e, é claro, ver a decisão da Argentina contra a forte seleção francesa, atual campeã mundial, que nesta quarta-feira (14) bateu Marrocos por 2 a 0 e será o rival da equipe portenha.

Natural de Magdalena, uma cidade da província de Buenos Aires, ela está no Brasil desde 2002 e radicada há oito anos em Piracicaba. Torcedora fanática do Independiente ("torço somente para o Rei de Copas"), ela também vibra muito com sua seleção. "Além de ter talento, é uma seleção que está fazendo realmente um trabalho em equipe. Está representando muito o nosso país: um povo batalhador, intenso e unido", enumera.

Melisa, que trabalha como coordenadora do curso de Nutrição do Senac de Águas de São Pedro, espera o tricampeonato neste ano também para coroar a carreira de um gênio da bola. "Quero muito que ganhe a Argentina. Será a última Copa do Messi, então com certeza seria muito especial se ganhássemos esse mundial", conta.

Por ser "hermana", Melisa, logicamente, não escapa das provocações dos colegas piracicabanos quando o assunto é futebol. Mas, pelo menos nesse momento, sua seleção está em vantagem. "Esse ano foi muito legal, porque muitas pessoas passaram a torcer pela Argentina por conta da minha amizade, desmistificando a ideia de que a Argentina é egocêntrica ou metida. Mas obviamente teve muita brincadeira também!", diverte-se.

Com poucos compatriotas aqui no Brasil, ela preferiu se isolar para ver a seleção portenha jogar. "Acompanhei com amigos aos jogos do Brasil e sozinha aos jogos da Argentina porque sofro muito", admite a nutricionista, que até admira equipes do Brasil, mas se mantém fiel ao time de Avellaneda. "Quando cheguei no Brasil, em 2002, torcia para jogadores, como Edmundo, do Palmeiras, Tevez do Corinthians, D'Alessandro do Internacional, Sorín do Cruzeiro... Mas meu time de coração é o Independiente mesmo", garante.

INCOMPARÁVEL

Os argentinos são conhecidos pelo amor incondicional por seus clubes e sua seleção. Na Copa do Mundo do Qatar, a torcida celeste é um show à parte. Recentemente, até o astro Lionel Messi reverenciou a demonstração de carinho e devoção do torcedor durante a Copa do Mundo. Além de lotar as arenas nos jogos da Argentina, os "hinchas" não param de cantar um segundo sequer.

"Nós argentinos somos intensos e fanáticos! É um país com uma cultura do futebol muito forte. Só na província de Buenos Aires tem mais de 20 times profissionais, fazendo com que as pessoas vivam e vibrem de uma forma inexplicável. São músicas e bandeiras que alegram os estádios, além de muita emoção", explicou Melisa.

E para sentir esse calor de mais perto, ela embarca nesta quinta-feira (15) para a capital Buenos Aires, onde poderá vibrar com (quem sabe) o tricampeonato da seleção azul e branca. "Estou indo para Argentina assistir a Copa e, para mim, é uma imensa alegria compartilhar este momento com a família e amigos. É uma mistura de sentimentos: saudades do meu país e da minha gente, alegria de estar na final da Copa e talvez poder ganhar a tão desejada Copa do Mundo", finaliza.

RIVAL

Em busca do bicampeonato consecutivo, a França confirmou o favoritismo e venceu Marrocos por 2 a 0, no Al Bayt, nesta quarta-feira (14) e agora poderá repetir o feito do Brasil, último a ser campeão mundial duas vezes seguidas (1958 e 1962).

Diante da maior zebra do Qatar, a França abriu o placar logo aos cinco minutos, com Theo Hernández. Esperava-se um domínio francês depois do gol, mas Marrocos foi ao ataque e só não marcou porque Lloris, a zaga e a trave seguraram os africanos.

Na reta final, Muani pegou sobra, ampliou e deixou os europeus mais tranquilos e garantidos na decisão. Assim, a Copa do Mundo terá neste domingo mais um tricampeão, já que ambos têm dois títulos mundiais - Argentina em 1978 e 1986;  e a França em 1998 e em 2018.

Comentários

Comentários