Apesar de apresentar queda no número de casos em relação ao ano passado, os casos de dengue em Piracicaba preocupam as autoridades em saúde, com a chegada do período de chuvas mais intensas e temperaturas elevadas.
Nessa época, a Secretaria de Saúde intensifica ações de combate a o Aedes aegypti, mosquito que também é responsável pela zika e chicungunya. De acordo com o banco de dados da Vigilância Epidemiológica, de 1 de janeiro a 2 de dezembro deste ano, foram 8.224 notificações de dengue, com 1.440 casos positivos e uma morte pela doença. No mesmo período de 2021 foram 14.153 notificações, com 5.349 confirmações e um óbito.
A partir deste sábado, (3), acontecem arrastão e mutirões na Região Norte e nos corredores comerciais. As atividades são comandadas pelo PMCA (Programa Municipal de Combate ao Aedes), ligado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).
Passando por 13 bairros da região de Santa Teresinha, com concentração no Varejão do IAA (avenida João Pedro Correa), o mutirão deve percorrer cerca de mil residências fiscalizando e orientando sobre o combate à dengue, das 8h às 13h. Já no arrastão, as equipes vão recolher materiais inservíveis que podem se tornar possíveis criadouros do Aedes, das 8h às 14h.
Nos corredores comerciais na avenida São Paulo – com ponto de encontro no cruzamento da rua Benjamin Constant –, as equipes vaõ fazer trabalho educativo junto aos comerciantes, trabalhadores e população que estiverem pela região, das 8h30 às 10h30, inclusive com carro de som.
ARRASTÃO
Neste sábado (3) as equipes da Prefeitura estarão na Região de Santa Terezinha, para recolhimento de inservíveis passando pelos bairros Alto de Santa Thereza, José Alberico Parente, São Judas Tadeu, São José, Santa Terezinha, Jd. Corcovado, Nova Capri, . Nossa Senhora das Graças, . Paris, Dom Bosco, Santa Ephigênia, Nossa Senhora. do Carmo e Residencial Santa Terezinha.
A orientação é para que os moradores deixem nas calçadas qualquer material que possa acumular água. Não serão recolhidos entulho, lixo doméstico e galhos de árvores.
Segundo o coordenador do PMCA, Sebastião Amaral Campos, a recusa de alguns moradores em receber os agentes acaba atrapalhando o trabalho, que, junto ao clima quente e chuvas, favorecem o aumento da incidência dos casos. "Sem o apoio e o entendimento da população para a importância do trabalho preventivo desenvolvido pelo PMCA, a luta para vencer a dengue se torna mais difícil", alertou.