As respostas enviadas pela Prefeitura de Piracicaba ao requerimento questionando o índice de reajuste aplicados nos contratos emergenciais do transporte público com a empresa Tupi, entre outros questionamentos, não explicaram as dúvidas do autor do documento, o vereador Thiago Ribeiro (PSC).
“Sobre a resposta que nós recebemos, não ficou muito entendido a questão da quantidade de frota justificada, uma vez que o primeiro contrato emergencial, a quantidade de início de operação era 146 veículos operacionais e 161 veículos no total e não 80 como veio na resposta”, afirmou.
Ribeiro disse que também não é possível entender a resposta em relação aos veículos com mais de dez anos, uma vez que os ônibus aparecem na planilha da Semuttran (Secretaria de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transporte), ainda em setembro deste ano.
“Isso já é uma quebra da cláusula contratual que informa que não pode ter veículos com mais de dez anos fazendo a circulação e nós constatamos isso porque o ano de fabricação está na lateral dos ônibus e tem alguns com mais de dez anos em circulação dentro do município”, apontou.
REAJUSTES
Sobre os reajustes inflacionários aplicados nos contratos, que foram a tônica dos questionamentos, o vereador disse que a Semuttran informou que ocorreu com base na planilha do sistema de transporte público e justifica a pandemia de covid-19 e o reajuste do diesel. “A secretaria informou que os contratos não são renovados e sim, encerrados, fazendo com que o reajuste se dê por conta da realidade do momento da cotação dos preços”.
Para o vereador, a resposta não foi esclarecida o suficiente. “Nós precisamos dos cálculos do economista e contabilista da Casa de Leis para entender melhor esses cálculos da Semuttran e do Departamento de Transporte Público e essas respostas para nós, não foi suficientemente bem esclarecidas “, apontou.
Ribeiro disse que vai se reunir com sua equipe para reavaliar e, se for o caso, apresentar um novo requerimento para que a Semuttran forneça ‘embasamento e respostas claras’.