VANDALISMO

Portal do Cemitério da Saudade é alvo de pichações

Por Beto Silva |
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Tombado pelo Codepac, portal do Cemitério da Saudade chama atenção pelos atos de vandalismo
Tombado pelo Codepac, portal do Cemitério da Saudade chama atenção pelos atos de vandalismo

Tombado pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba) como patrimônio histórico cultural , há 20 anos, o portal do Cemitério da Saudade chama atenção pelos atos de vandalismo em sua estrutura.

A estrutura está com pichações que apontam para uma situação de abandono. Em abril, o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) encaminhou ofício à Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) pedindo serviços de pintura e revitalização do portal. 

No documento, o parlamentar destacou que "infelizmente a fachada do Cemitério da Saudade encontra-se com inúmeras pichações, o que demonstra um aspecto de abandono e de mal conservação do espaço público". O ofício também citou que os vasos localizados em frente ao cemitério estão quebrados e as placas deterioradas. “Infelizmente, desde abril, nenhuma providência foi adotada até o momento", disse o vereador.

Nesta segunda-feira (28), a Sedema informou que, por se tratar de patrimônio tombado, existem algumas ‘peculiaridades’ para a restauração. Segundo a pasta, a pintura tem que ser feita nas cores originais e com material adequado. “O projeto de restauração, no entanto, já está sendo desenvolvido”, informou a secretaria.

 

PERSONALIDADES

Parte dos jazigos do Cemitério da Saudade também são tombados pelo Codepac, entre eles, os de personalidades como Prudente de Moraes Barros, primeiro presidente civil do Brasil e seu irmão, Manoel de Moraes Barros Júnior, que foi juiz de direito, promotor de justiça, delegado de polícia e presidente da Câmara.

O cemitério também guarda os restos mortais de João de Almeida Prado, Capitão Mor de Itú, Vigário Francisco Galvão Paes de Barros, o padre Galvão, uma das personalidades mais queridas e influentes da antiga Piracicaba, e José Ferraz de Almeida Júnior, pintor Ituano, que foi assassinado pelo primo, por manter uma relação amorosa com a sua esposa.

São aproximadamente 3.500 túmulos, divididas em 90 quadras que abrigam pessoas famosas, anônimas, jovens, crianças e idosos, brasileiros e estrangeiros, pobres ou ricos, cristão ou não, negros, brancos e amarelos.

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