Em assembleia realizada ao meio-dia desta terça-feira, 22, na Diretoria de Ensino de Piracicaba, as merendeiras responsáveis pela alimentação dos alunos nas escolas estaduais em Piracicaba, deflagram greve por tempo indeterminado, por falta de pagamento de salário pela empresa responsável Especialy. Alunos de algumas escolas estaduais no município foram dispensados mais cedo por volta do meio-dia, por não ter merenda.
Escola Estadual Augusto Saes, no Nova América, dispensou os alunos mais cedo
Segundo o presidente do CAE (Conselho de Alimentação Escolar) Tiago Fainer, mais de 40 escolas as merendeiras estão em greve. “Algumas escolas ainda possuem merenda, pois as profissionais moram próximo do local de trabalho, e não depende de auxílio transporte”, disse.
A diretora social do Sintercamp (Sindicato dos Trabalhadores em Refeições de Campinas e região), Dulce Pedroso disse que a saga da empresa Especialy continua. “A empresa deixou de pagar os benefícios das trabalhadoras, muitos tiveram descontos indevidos, nas escolas estão servindo merenda seca (não depende da utilização de fogo), ou seja, bolacha, suco e frutas”, enfatizou. Ainda segundo ela, aproximadamente 51 escolas estaduais não têm merendeira. “Enquanto o estado não tomar postura o sindicato, vai estar junto com as trabalhadoras”, afirmou.
Ela disse ainda que a empresa não entra em contato com o sindicato, as informações que o sindicato precisa são passadas pela diretoria de ensino. “São 185 merendeiras que se encontram nessa situação em Piracicaba”, disse. Segundo a legislação 30% das escolas tem que estar em funcionamento.