O empresário Santana Moraes, dono da empresa para a qual o caminhoneiro morto em acidente nesta quarta-feira,16, prestava serviços, concedeu entrevista à reportagem do JP falando um pouco mais sobre o que vitimou fatalmente o carreteiro de 40 anos de idade, na Rodovia Fausto Santo Mauro, quando vinha de Rio Claro e capotou ao fazer uma curva para entrar na alça que dá acesso a Iracemápolis. O motorista caiu para fora da carreta e bateu com a cabeça no asfalto, o que ocasionou a sua morte.
O empreendedor lamentou a morte do carreteiro ao dizer que ele era experiente em estradas e tinha acabado de ser admitido na empresa, há pouco mais de 15 dias. Moraes não esperava a fatalidade que ocorreu com o caminhão que, segundo ele, a exemplo de outros que têm à disposição na empresa, não apresentava nenhum problema de funcionamento.
Moraes, em entrevista, disse que ainda está colhendo as últimas informações da Polícia Rodoviária Estadual, dos Bombeiros, Cetesb e Ambipar - que prestaram apoio para retirar o etanol que se esparramou na pista - para tentar entender o que levou o caminhão a girar e capotar nas circunstâncias em que ocorreu.
Ao ser indagado pela reportagem da possibilidade do rapaz ter dormido ao volante, Santana afirmou que essa hipótese é totalmente descartada, uma vez que dentre as normas da sua empresa, seus motoristas têm espaços de tempo de 9 a 10 horas de sono, para que possam estar descansados para viagens, tanto na região, quanto para lugares mais distantes ou ainda para outros estados, o que afasta totalmente essa possibilidade.
Ele também negou que o caminhão pudesse estar com carga de etanol acima do peso permitido pela lei, o que supostamente poderia contribuir como um dos fatores principais do acidente. Ele disse que todas as suas carretas passam pelas balanças regularmente em cumprimento a todas as exigências por lei e garante que seus motoristas nunca foram parados ou multados por qualquer situação ilícita.
Moraes finalizou a entrevista dizendo que a Empresa irá arcar com toda a responsabilidade pelo acidente e cumprirá todas as normas e exigências possíveis, em especial, em relação aos entes queridos do carreteiro, que são poucos, haja vista que ele era solteiro, não tinha filhos e morava em Iracemápolis e no momento em que sofreu o acidente e morreu, estava voltando para casa depois de mais um dia de trabalho.