O 11º Salão Joca Adâmoli de Arte Contemporânea será aberto ao público neste sábado, dia 12 de novembro, às 10h, no Armazém 13 do Engenho Central de Piracicaba. Durante a abertura, será servido um café da manhã e haverá uma homenagem à família de Joca Adâmoli, artista plástico precursor da arte contemporânea na região. O orador da homenagem será Odair Demarchi, presidente da Apap (Associação Piracicabana de Artistas Plásticos). O Salão Joca Adâmoli permanecerá aberto à visitação até o dia 13 de dezembro, as quintas e sextas-feiras, das 9h às 17h e aos sábados das 12h às 16h.
O evento é promovido anualmente pela Associação e nesta edição podem ser vistas 51 obras, de 33 autores, selecionadas pelo corpo de jurados, abrangendo pintura, desenho, escultura, fotografia, cerâmica, instalação, objeto, vídeo, performance, intervenção, portfólio e arte digital.
Devido às abordagens múltiplas das obras expostas, Arlete Brito, que preside a Comissão Organizadora, avalia que a arte contemporânea não se prende necessariamente em questões estéticas. Para ela, “as obras impõem questionamentos diante da realidade atual”. É o caso da composição de 52 potes de vidro, que nos remete aos alimentos industrializados e ultraprocessados, presentes na dieta da maioria dos brasileiros. Sua autoria é da artista plástica Vera Gutierrez.
JOCA ADÂMOLI
João Egydio Adâmoli, conhecido como Joda Adâmoli, nasceu em Piracicaba e se tornou o primeiro pintor modernista da região. Iniciou os seus estudos aos 19 anos e teve o Frei Paulo de Sorocaba como seu mestre. No ano de 1941, Joca fez a sua primeira exposição individual na cidade, o que marcou o início de sua pintura contemporânea. Paisagista emérito, o artista se tornou conhecido e muito admirado por sua arte que reproduzia na telas as paisagens da natureza.