IMPACTO BRUTAL

Perdas do Comércio com bloqueios nas rodovias podem superar as de 2018

Por | Da Redação
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Reprodução/CNC
Estrada com fluxo interrompido: prejuízo em cascata
Estrada com fluxo interrompido: prejuízo em cascata

As interrupções do fluxo rodoviário por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) realizadas desde 31 de outubro, têm o potencial de afetar significativamente a atividade comercial no País. Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o movimento pode ocasionar perdas superiores às registradas por ação similar em 2018, que causou retração de 5,8% no volume de vendas, com perda diária de R$ 1,8 bilhão. O custo total para o varejo, em valores atuais, foi de R$ 18 bilhões, contabilizados ao longo dos 10 dias de bloqueios em 2018.

Para a CNC, agrava o cenário do setor a maior dependência que as empresas passaram a ter de serviços de entregas, uma vez que passaram a operar com estoques reduzidos.

A Confederação acrescenta que o registro dessas perdas tende a ser gradual, na medida em que o varejo conta com estoques que, dependendo da duração dos bloqueios, serão consumidos até a normalização do fluxo de mercadorias. Mas observa que as perdas não se restringem à fonte de receitas, impactando também a elevação dos custos, especialmente, daqueles relacionados ao transporte.

De acordo com o IPCA, em maio de 2018, a redução dos estoques levou o preço da gasolina a subir 3,34% e do óleo diesel, 6,16%.

Sem bloqueios, mas com ameaças

Nesta segunda-feira, 7, não há relatos de estradas bloqueadas por atos antidemocráticos. No entanto, em várias regiões é possível perceber que manifestantes permanecem mobilizados, próximos de grandes rodovias. É o caso do que ocorre em Rio Preto, onde um grupo continua concentrado em frente ao Tiro de Guerra e bem próximo à BR-153. Seus integrantes aproveitaram o fim de semana pra fazer muito barulho e também para dependurar cartazes em que pedem “auditoria das urnas eletrônicas" e “socorro às Forças Armadas”.

Estes grupos bolsonaristas convocaram, pelas redes sociais, uma greve geral para esta segunda-feira, 7, com objetivo de fechar empresas, indústrias, escolas e faculdades. A teoria conspiratória baseia-se no argumento de que as Forças Armadas não podem agir de imediato “para deter a reação violenta da esquerda”, insinuando que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022 ainda não foi questionada porque o Exército “está se preparando”.

Todas as insinuações de uma eventual fraude nas eleições já foram refutadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que foi inclusive quem deu ordem para desobstrução total das rodovias. Além disso, o resultado das urnas também já foi ratificado por entidades internacionais.

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