Em novo levantamento sobre o segundo turno da eleição no estado de São Paulo realizado pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), o ex-Ministro da Infraestrutura Tarcísio (Republicanos) obtém os mesmos 46% das menções considerando os votos totais, enquanto o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT) oscila e é agora citado por 43% dos eleitores (41% na pesquisa passada). Os dois candidatos estão, portanto, em situação de empate técnico considerando a margem de erro da pesquisa de 2 pontos percentuais (p.p.). Os que declaram intenção de votar em branco ou anular o voto para governador variam de 9% para 7% e os que não sabem ou preferem não opinar somam 4% mais uma vez.
Entre os eleitores paulistas, 87% afirmam que a decisão do seu voto é definitiva e 13% declaram que ainda podem mudar de candidato até o dia da eleição. Ademais, na pergunta espontânea de intenção de voto, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados para os entrevistados, aqueles que não sabem apontar espontaneamente em quem votariam passam de 23% para 21%; já os que dizem, também de forma espontânea, que pretendem votar em branco ou nulo totalizam 10% (somavam 11% no estudo passado). Essa proporção de eleitores pode trazer movimentações de última hora
Em relação a Tarcísio, suas intenções de voto têm destaque entre eleitores: o homens frente às mulheres (varia de 52% para 51% entre eles e de 41% para 43% entre elas); o com renda familiar mensal superior a 5 salários mínimos (varia de 54% para 52%) em relação aos que tem renda de até 1 salário mínimo (vai de 37% para 33%); o evangélicos (oscila de 62% para 61%); o que têm ensino superior (mesmos 49%) ou ensino médio (mantém-se com 48%) na comparação com os menos instruídos (mesmos 40%); o que vivem no interior do estado (vai de 52% para 50%) em comparação aos moradores da RM São Paulo (antes 40% e agora 42%); o que avaliam como ótima ou boa a gestão do atual governador (vai de 55% para 64%). E decrescem à medida que a avaliação estadual piora, indo para 49% entre quem avalia como regular (eram 50%) e chegando a 31% entre aqueles que avaliam negativamente (eram 39%); o que moram em domicílio que ninguém recebe benefício do governo federal (vai de 48% para 49%) quando comparado àqueles que vivem em domicílios que alguém recebe (mantém-se em 39%); o Já nessa rodada, o candidato passa a se destacar entre eleitores que se autodeclaram brancos (50%) em comparação aos que se autodeclaram pretos/ pardos (40%).
Quanto a Fernando Haddad, nota-se que suas menções são mais expressivas entre eleitores: o com renda familiar mensal de até 1 salário mínimo (mantém-se em 52%); o que têm outra religião, que não católica ou evangélica, ou sem religião (55%, eram 49%) e católicos (mesmos 45%) na comparação com evangélicos (varia de 28% para 31%); o que avaliam como ruim ou péssima a gestão do atual governador (varia de 49% para 61%) e decresce à medida que a avaliação da gestão estadual melhora, indo para 41% entre quem avalia como regular (eram 39%) e chegando a 29% entre quem avalia positivamente (eram 36%); o que vivem na região metropolitana de São Paulo (mantém-se com 47%) em relação aos que moram no interior (vai de 35% para 38%); o que têm alguém no domicílio recebendo benefícios do governo federal (mantém-se com 51%) o Nesse estudo, o candidato passa a se destacar entre eleitores que se autodeclaram pretos/ pardos (48%) em comparação aos que se autodeclaram brancos (39%).