EDUCAÇÃO

Sem merenda, estudantes são dispensados mais cedo em Piracicaba

Por Beto Silva | Jornal de Piracicaba
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Estudantes de cinco escolas estaduais, ao menos, foram dispensados mais cedo
Estudantes de cinco escolas estaduais, ao menos, foram dispensados mais cedo

Ao menos cinco escolas estaduais de Piracicaba dispensaram os alunos às 11h45 nesta terça-feira (18) por falta de merendeiras para preparar a alimentação dos estudantes. O problema envolvendo as profissionais, que reclamam do não pagamento de benefícios e atrasos nos salários, se arrasta há mais de um mês. A Secretaria de Estado da Educação não confirmou quantas escolas dispensaram estudantes ontem e informou que a ‘Diretoria de Ensino de Piracicaba está adotando todas as medidas legais previstas pelo descumprimento do contrato’. A pasta acrescentou que, paralelamente, o órgão está em contato com as merendeiras eosindicato da categoria a fim de que os direitos das trabalhadoras sejam preservados.

“Importante ressaltar que todos os pagamentos à empresa vencedora da licitação foram feitos em dia por parte do órgão estadual e que todas as unidades educacionais do município contam com estoque de alimentação necessário ao atendimento dos estudantes”, acrescentou a pasta estadual. No dia 9 de setembro, os alunos foram dispensados às 11h30 devido à paralisação das merendeiras. Na ocasião, as profissionais citaram atraso no pagamento dos benefícios (alimentação e transporte) e mais recentemente nos salários por parte da Especialy, empresa responsável pela terceirização da merenda.

Um grupo de merendeiras fez manifestação em frente a sede da Diretoria de Ensino de Piracicaba após assembleia com o Sintercamp (Sindicato dos Trabalhadores em Refeição de Campinas e Região), foi decidida a greve a partir do dia 12. De acordo com a merendeira Kely Cristina, a empresa estava atrasando o pagamento dos benefícios há alguns meses e os salários sofrem atrasos esporádicos. “Na escola faltam produtos de limpeza e eles pedem pra gente se virar com os produtos e usamos água quente”, afirmou acrescentando que a empresa não oferece uniforme, luvas e panelas.

Além do Sintercamp, a reivindicação das merendeiras foi acompanhada, na ocasião, por outras entidades sindicais.

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