Ao menos cinco escolas estaduais de Piracicaba dispensaram os alunos às 11h45 nesta terça-feira (18) por falta de merendeiras para preparar a alimentação dos estudantes. O problema envolvendo as profissionais, que reclamam do não pagamento de benefícios e atrasos nos salários, se arrasta há mais de um mês. A Secretaria de Estado da Educação não confirmou quantas escolas dispensaram estudantes ontem e informou que a ‘Diretoria de Ensino de Piracicaba está adotando todas as medidas legais previstas pelo descumprimento do contrato’. A pasta acrescentou que, paralelamente, o órgão está em contato com as merendeiras eosindicato da categoria a fim de que os direitos das trabalhadoras sejam preservados.
“Importante ressaltar que todos os pagamentos à empresa vencedora da licitação foram feitos em dia por parte do órgão estadual e que todas as unidades educacionais do município contam com estoque de alimentação necessário ao atendimento dos estudantes”, acrescentou a pasta estadual. No dia 9 de setembro, os alunos foram dispensados às 11h30 devido à paralisação das merendeiras. Na ocasião, as profissionais citaram atraso no pagamento dos benefícios (alimentação e transporte) e mais recentemente nos salários por parte da Especialy, empresa responsável pela terceirização da merenda.
Um grupo de merendeiras fez manifestação em frente a sede da Diretoria de Ensino de Piracicaba após assembleia com o Sintercamp (Sindicato dos Trabalhadores em Refeição de Campinas e Região), foi decidida a greve a partir do dia 12. De acordo com a merendeira Kely Cristina, a empresa estava atrasando o pagamento dos benefícios há alguns meses e os salários sofrem atrasos esporádicos. “Na escola faltam produtos de limpeza e eles pedem pra gente se virar com os produtos e usamos água quente”, afirmou acrescentando que a empresa não oferece uniforme, luvas e panelas.
Além do Sintercamp, a reivindicação das merendeiras foi acompanhada, na ocasião, por outras entidades sindicais.