De janeiro a setembro de 2021 a Secretaria de Saúde de Piracicaba recebeu nove notificações de meningite das quais sete foram confirmadas. Nesse período, não houve mortes pela doença na cidade. Já neste ano, com menos notificações (sete) e com três casos confirmados, a pasta registrou a morte de uma pessoa com meningite. A doença tem preocupado as autoridades em saúde da Capital paulista e no Rio de Janeiro, onde foram registrados surtos.
A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo vacinou 30 mil pessoas contra meningite meningocócica para conter um surto da doença na zona leste da cidade. Foram vacinados os moradores, estudantes e trabalhadores em um perímetro de 3 quilômetros na região em que foram identificados cinco casos da doença, entre os dias 16 de julho e 15 de setembro. A imunização foi disponibilizada em quatro unidades básicas de saúde e ocorreu também casa a casa, para pessoas com idade entre três meses e 64 anos, que ainda não tinham sido vacinadas.
A vacinação, é justamente a forma mais eficaz de se proteger contra a doença. A enfermeira do Cevisa (Centro de Vigilância em Saúde) de Piracicaba, Karina Corrêa Contiero destaca que atualmente estão disponíveis no calendário vacinal de rotina os imunizantes Pentavalente para crianças de dois, quatro e seis meses de idade; Pneumo10 para crianças de dois e quatro meses e reforço com um ano; MeningoC para crianças de três e cinco meses e reforço com um ano (os profissionais de saúde foram contemplados temporariamente com essa vacina, até fevereiro de 2023); Meningo ACWY para adolescentes de 11 e 12 anos , sendo que esse imunizante foi ampliado desde setembro também para adolescentes de 13 e 14 anos, até junho de 2023, conforme definição do Programa Nacional de Imunizações.
“Portanto, é fundamental que os pais ou responsáveis mantenham a vacinação dos seus filhos atualizada.
As vacinas estão disponíveis em todas as Unidades de Atenção Básica do Município. É importante lembrar que as crianças são contempladas com as vacinas por serem o grupo com maior risco de adoecimento, contudo, aumentando a cobertura vacinal das crianças e adolescentes, diminuímos a circulação da doença na comunidade, protegendo, assim, também os adultos”, explicou.