Quarteto Fluminense visita Ernst Mahle antes de gravar suas obras em disco

Por Laís Seguin |
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Visita aconteceu na manhã de sexta-feira (30) pelo Quarteto de Cordas da UFF

Com uma construção de madeira, repleta de flores e com verde por todos os lados, é assim a casa do casal Cidinha e Ernst Mahle, fundadores da Empem (Escola de Música de Piracicaba “Maestro Ernst Mahle”). Foi lá que na manhã desta sexta-feira (30), os músicos receberam a visita do Quarteto de Cordas Fluminense da UFF (Universidade Federal Fluminense), que vieram da cidade de Niterói(RJ) para ensaiar as obras de Ernst Mahle ao seu lado para, em breve, gravar um CD cheio das composições
do Maestro.

O grupo, formando por Tomaz Soares (1º violino), Ubiratã Rodrigues (2º violino), Clara Santos (viola) e Glenda Carvalho (violoncelo), veio pela primeira vez na cidade de Piracicaba e, também, é primeira vez que o grupo visita um compositor. “Nesse processo de gravação e na montagem de interpretação, ter essa troca com o compositor é fundamental para que possamos ouvir as impressões dele ou eventuais correções que precisam ser feitas e até mesmo uma revisão do material antes de encararmos o estúdio e registrar”, explicou o violinista Tomaz Soares.

Entre as composições tocadas na sala do casal está “Rondó” para quarteto de cordas, obra composta neste ano e dedicada para o Quarteto pelo músico. Além de obras criadas no início da carreira de Ernst, como “Quarteto 1952”. “Esse é um registro fonográfico inédito das obras para Quarteto de Cordas do maestro Mahle”, comentou Tomaz Soares.

Segundo a Cidinha Mahle, a visita foi combinada, pois o Quarteto Fluminense queria muito que o Ernst os ouvisse. “Eles irão fazer várias épocas de composições do Mahle, desde quando ele começou até os dias atuais. Eles estão aqui hoje por isso e é uma visita muito bem recebida porque gostamos muito de todos eles. É um prazer para nós” revela ela. “É muito bonito pensar que a primeira vez que o Mahle os ouviu foi em Niterói, quando ele foi homenageado pelo Quarteto. Todos eles são muito bons e é um prazer ouvi-los todos aqui”, finaliza Cidinha.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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