Rua Governador, no Centro, pode se tornar ‘shopping a céu aberto’

Por Laís Seguin |
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Ideia é fechar entre as ruas D. Pedro I e Moraes Barros e revitalizar todo esse trecho

Uma reunião pública agendada para a terça-feira (27) na Câmara de Vereadores de Piracicaba vai discutir a proposta de transformar a rua Governador Pedro de Toledo em um calçadão, um shopping a céu aberto, como definiu o autor da proposta, vereador e presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Piracicaba, Reinaldo Pousa (Podemos). No encontro, ele pretende reunir autoridades, lojistas e população em geral para discutir a proposta.

“Nós estamos propondo abrir essa discussão e defendemos uma grande revitalização da área central e de outros centros comercias de Piracicaba. No caso da rua Governador, entre as ruas D. Pedro I e Moraes Barros e deixando aberto as ruas transversais. Sugerimos um grande estudo de viabilidade que contemple estacionamento, segurança entre outros, aí sim poder transformar a Governador num grande shopping a céu aberto com quiosques, entre outros entretenimento para poder transformar o Centro da cidade”, afirmou.

Pousa disse que tomou a iniciativa como presidente da CDL, que sempre defende essa questão e como vereador. “Não poderia deixar de trazer para a Câmara, que é um local democrático e assim abrir a discussão de forma democrática”, pontuou. A arquiteta e urbanista Sofia Rontani não concorda com a proposta de revitalizar, que consta do convite da reunião. “Revitalizar é trazer vida a algum lugar, e a (rua) Governador, venhamos e convenhamos é um lugar vivo e pulsante, no Centro da cidade. Sempre cheio de gente, inclusive aos finais de semana”, observou.

Ela defende a requalificação ou reabilitação como forma de trazer valorização para as estruturas comerciais e aponta a necessidade de um estudo para a área central em relação aos pedestres e automóveis. A arquiteta aponta como negativo na área central, a perda de patrimônio cultural por alteração das fachadas dos prédios com logos das lojas de várias cores e tamanhos. “A gente tem muito exemplo que deu certo e não, depende muito pra qual usuário eles estão pensando as mudanças.. E isso pode resultar na perda de vida do espaço”, observou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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