Construção do século 19 virou ponto turístico e atraiu visitantes da Região
Em 15 dias, mais de 10.000 pessoas, segundo a Câmara Municipal, visitaram o reservatório de água da rua Marechal Deodoro, um dos três tanques que integram o complexo localizado entre as ruas Aquilino Pacheco, Silva Jardim, Cristiano Cleopath e Marechal Deodoro, no bairro dos Alemães, em Piracicaba. O local foi aberto no dia 1º e recebe a visita, de forma gratuita, até esta quinta-feira (15). O reservatório faz parte da história da água da cidade e pela primeira vez o público pode visitar as instalações.
O reservatório semi-enterrado de 54 metros de comprimento por 15 metros de largura, tem capacidade de reservação de 2 mil metros cúbicos de água e foi esvaziado para realização de projeto e manutenção e compõe a Estação Elevatória de Água Tratada e demais reservatórios da Marechal.
A funcionária pública Maria de Fátima Santos Meireles classificou como ‘uma oportunidade única’, a chance de visitar o local que, segundo ela, impressiona pela arquitetura. “Quem veio foi privilegiado porque nunca sabíamos de um espetáculo desses escondido aqui”, afirmou. “Valeu a pena porque a arquitetura deslumbra, realmente foi um presente”, acrescentou convidando as pessoas para visitar o reservatório, que fica aberto até as 13h de hoje.
A oportunidade de visitar a construção do século 19 despertou interesse na estilista e modelista Renata Campos, de Limeira. Ela esteve no local na segunda-feira (12), com Tamires Silveira, maquiadora e cabeleireira, Anna Ramos, fotógrafa, e Monize
Faralhe, modelo.
As profissionais, que foram ouvidas pela assessoria da Câmara Municipal, contaram que aproveitaram a arquitetura do local para realizar um editorial de moda com um vestido de noiva criado pela estilista. As luzes coloridas e a música ambiente, instaladas pelo Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), completavam o clima para o ensaio. “Visitei e fiquei maravilhada, na hora me deu a ideia. [Me chama a atenção] a estrutura, as manchas que o tempo deixa. É muito artesanal”, destacou Renata.
O chefe da divisão de operações do Semae, Tiago Gonçalves de Jesus, desmentiu os boatos de que o reservatório será aberto ao público novamente em 30 ou 40 anos. “Não sabemos de onde veio isso, é uma lenda urbana”, classificou. Segundo ele e Adhemar Goldschmidt, também funcionário do Semae, o esvaziamento veio da necessidade de realização de obra para impermeabilização das paredes e do chão do local, com o objetivo de evitar vazamentos e, portanto, desperdício de água.
Nesta quarta-feira (14), o Semae informou que o número de visitantes ainda não foi contabilizado.
“O reservatório será reformado e impermeabilizado, para então voltar a armazenar água, pois não se trata de um ponto turístico”, informou em nota.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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