Aumenta o número de adesões à campanha do JP para o tombamento da Escola de Música Maestro Mahle

Por Laís Seguin |
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Diretor Marcelo Batuíra publicou editorial como forma de carta aberta ao Codepac na edição de ontem (30)

Após a carta aberta do Jornal de Piracicaba ao Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural) sobre a necessidade do tombamento do prédio da Empem (Escola de Música “Maestro Ernst Mahle”), publicada na edição de ontem (30), a campanha recebeu mais apoio de mais artistas e autoridades de Piracicaba. A ação foi tomada como uma forma de ajudar a manter o espaço e preservar sua história.

O prédio da Empem foi inaugurado em 30 de outubro de 1965, arquitetado especialmente para o segmento da música e pelas mãos do arquiteto Walter Naime. A construção se destaca por sua ampla área construida com a utilização de dois prédios, que possuem salas de aulas, salas de concertos, musioteca e instrumentos, com aproximadamente 17.000 mil partituras – considerada uma das mais completas de todo o Brasil. O imóvel está situado na Rua Santa Cruz, no número 1155, no bairro Alto.

O espaço não se trata apenas de uma construção Civil, mas sim de cumprir missões, como a contribuição para a formação de uma cultura fundamentada em princípios éticos, a promoção da educação artística, por meio da música e diversas atividades; difundir a cultura artística e tonar conhecidas obras de inúmeros compositores em seus concertos.

O casal Mahle, Ernst e Cidinha, cientes da repercussão, agradeceram todas as demonstrações de apreço, carinho e amizade que estão recebendo de seus alunos, ex-alunos, músicos do Brasil e do exterior. “Agradecemos as pessoas que valorizam o ambiente da Escola de Música de Piracicaba, pelo que nós, professores e funcionários, conseguimos oferecer do nosso trabalho neste quase 70 anos de vida da entidade”, comenta ela.

A Escola de Música, responsável por mudar a vida de músicos e pela contribuição com as suas formações, ajudou muitos a crescerem e se tornarem artistas de renome tanto aqui no Brasil, como no exterior. Rosnei Tuon, violinista na Orchestre de la Suisse Romande em Genebra (Suíça), faz parte disso. A Empem contribuiu com a sua educação, não apenas a musical, mas também como ser humano. “Foi lá que aprendi valores como respeito, integração, escuta e trabalho sério. A música clássica, quando ensinada de verdade numa escola de música, abre novas perspectivas e pontos de vista a uma criança. Eu diria que essa é a maneira privilegiada de começar a entender o mundo ao seu redor”, relembra o músico.

O professor André Micheletti, do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto, teve sua formação como músico na Empem. “Fui um desses felizardos e devo a eles e a escola, poder dizer que hoje sou músico, sou professor, propagando o que eles me deram”, comenta ele.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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