Em novos casos, mães denunciam professoras por injúria e agressão

Por Laís Seguin |
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Professora embrulhou fezes na roupa íntima da criança e colocou dentro da mochila, denunciou mãe

Duas mães de alunos da escola municipal Maria Conceição Polizel Mendes, no bairro Jaraguá, em Piracicaba, acusam as professoras dos filhos de injúria racial e agressão. Os casos teriam acontecido neste ano envolvendo um garoto de 4 e uma menina de 2 anos. Em maio, a enfermeira Andreia Moreira Félix, registrou um boletim de ocorrência depois de sua filha foi chamada de ‘pretinha fedida’ pela professora. A mãe contou que a filha teria feito xixi na roupa, por isso a profissional a xingou.

Em outra ocasião, a menina fez cocô e a professora teria embrulhado as fezes na calcinha e colocado na mochila da criança, mandando para casa. Andreia disse que procurou a educadora e foi chamada de ‘macaca’ por ela.

No dia 8 de junho, a autônoma Vanilda de Oliveira Viturino, procurou a polícia para denunciar que seu filho, de 4 anos, reclamou de beliscões dados pela professora, na mesma escola. Segundo a mãe, as agressões começaram em março. Em uma ocasião o filho contou que a professora chegou a sentar em cima dele. Ela disse que procurou a educadora que a teria tratado com descaso e admitido que ‘talvez o pé dela teria acertado o rosto da criança’. Vanilda disse que procurou a direção da escola para questionar a atitude da professora e dias depois o filho reclamou de ter sido agredido novamente. “Essa [imprensa] é a minha última tentativa de tentar resolver o problema”, disse. As duas mulheres reclamam de, apesar de procurar a Secretaria de Educação, não receberam nenhum retorno sobre as queixas até o momento.

A Secretaria de Educação informou que, em relação a denúncia de Andreia, realizou todos os procedimentos necessários para a abertura de processo administrativo disciplinar. Neste caso em específico, no ano de 2021 foi aberto um processo de sindicância por conta da conduta profissional da servidora. Deste processo, a Procuradoria Geral do Município realizou todos os procedimentos, aguardando apenas a homologação da sentença.

“Em 2022, diante dos novos fatos relatados em boletim de ocorrência, no mês de abril, a secretaria encaminhou os documentos para um novo processo administrativo. Além disso, a Educação afastou preventivamente a servidora de suas funções desde os novos relatos”, informou.

Sobre o caso do garoto, a procuradoria abriu processo administrativo disciplinar, o qual se encontra na fase de oitiva de testemunha, quando todos os lados são ouvidos. O processo foi aberto após a Secretaria Municipal de Educação, diante das ocorrências em relação à conduta profissional da servidora, encaminhar à PGM os relatórios da supervisora e diretora da unidade, solicitando análise e parecer.

A Secretaria de Segurança do Estado informou que os dois casos são investigados pela UPJ (Unidade de Polícia Judiciária) de Piracicaba e que diligências estão em andamento para a elucidação dos fatos e os detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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