Quarteto de Cordas da UFF vai tocar obras de Ernst Mahle no Rio de Janeiro

Por Laís Seguin |
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Músicos abrirão programa com a composição dedicada ao grupo: “Rondó”

O Quarteto de Cordas da UFF (Universidade Federal Fluminense) realizará mais um concerto da temporada de 2022. A apresentação acontece nesta quinta-feira (25), às 18h, no Espaço Guiomar Novaes, no Rio de Janeiro. Executado na Sala Cecilia Meireles, o programa inclui obras dos compositores Ernst Mahle, Villa-Lobos e Beethoven.

O público carioca poderá prestigiar com a primeira audição mundial a obra “Rondó”, para quarteto de cordas, do compositor de Piracicaba e fundador da Empem (Escola de Música de Piracicaba), Ernst Mahle. Composta neste ano, a obra foi dedicada para o Quarteto de Cordas pelo músico.

A audição seguirá com “Quarteto 1952”, obra do início da carreira de Ernst Mahle. Em 2017, no Festival de Conexões Musicais, o Quarteto homenageou Mahle com três de suas obras para quarteto. Com a presença do músico, foi revelado que aquela era a primeira vez que a composição era tocada.

O concerto também fará a interpretação do “Quarteto de Cordas n. 3, W112” de Heitor Villa-Lobos, como uma forma de homenagear o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Na obra, o compositor explora o material temático cm um dos instrumentos do grupo.

O encerramento será com a composição “Quarteto op. 135” de Ludwig van Beethoven – última obra completa do compositor antes de falecer, em março de 1827.

O QUARTETO
Atualmente, o Quarteto de Cordas da UFF é composto por Tomaz Soares (1º violino), Ubiratã Rodrigues (2º violino), Clara Santos (viola) e Glenda Carvalho (violoncelo). Fundado em 1980, pelo Quarteto Bosísio no Rio de Janeiro, inicialmente formou-se pelos músicos Paulo Bosísio e Paulo Keuffer (violinos), Nayran Pessanha (viola) e pelo inglês David Chew (violoncelo). Em 1984, o reitor Raymundo Romêo decidiu incorporar o grupo à UFF e seu nome foi alterado para Quarteto de Cordas da UFF. Com mais de 40 anos de existência, o quarteto visa divulgar um repertório camerístico brasileiro, além de clássicos europeus e os compositores de gerações mais recentes da América Latina.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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