Piracicaba tem mais de 300 queimadas nos oito primeiros meses de 2022

Por Rafael Fioravanti |
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Foram 372 registros de 01 de janeiro a 15 de agosto na cidade

Na noite desta quinta-feira (18), uma residência no bairro Novo Horizonte, zona sul de Piracicaba, foi atingida por chamas, após uma pessoa não identificada colocar de fogo em um matagal próximo à residência, por volta das 18h. Não demorou muito para que as chamas se espalhassem e atingissem uma casa recém-construída na rua Osmar Pereira. Os danos, felizmente, foram apenas materiais.

A prática de colocar fogo em mato, além de crime ambiental, traz diversos prejuízos à saúde da população das proximidades.

O Corpo de Bombeiros de Piracicaba informou que, de 1 de janeiro a 15 de agosto deste ano, 372 incêndios em vegetação foram constatados no município.

A Polícia Militar Ambiental tem trabalhado firme na causa, inclusive por meio da Operação Corta-Fogo. “A Operação Corta Fogo é um trabalho que a Polícia Ambiental faz também em defesa do meio ambiente, pois atuamos sobre as queimadas que ocorrem. Contamos com a ajuda da população na questão preventiva. Se você perceber algum foco de queimada entre em contato com os bombeiros”, o Helington Ilgges da Silva comentou ao JP em uma das ocasiões da operação.

Em todo o Estado de São Paulo, foram 37.665 ocorrências de fogo em mato de 1 de janeiro a 31 de dezembro do ano passado. Um número significativo.

O aumento de doenças respiratórias está entre os inúmeros prejuízos causados pelos incêndios à população dessas regiões. Outros problemas incluem ainda a perda de patrimônio socioambiental e cultural, como as áreas de uso familiar ou coletivo atingidas pelo fogo criminoso, as faixas de florestas que representam habitats para muitas espécies animais e vegetais.

“O fogo não deve ser provocado em nenhuma hipótese, pois uma vez iniciado, não há como prever a sua extensão. As queimadas prejudicam a saúde, atinge a vegetação e a flora. No caso dos animais, eles ficam sem abrigo e alimentação e cada vez mais se aproximam das pessoas”, disse Ilgges.

Rafael Fioravanti
rafael.fioravanti@jpjornal.com.br

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