Turnê saideira da banda chega a Piracicaba neste sábado; noite promete sucessos
O Skank será a atração principal do festival Rock In Pira. O evento começa às 14h, no Engenho Central, e também contará com Capitão Nemo, CrashHard e Via Pública. Pela última vez, Samuel Rosa (vocal, guitarra), Henrique Portugal (teclado), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) tocam juntos em Piracicaba.
A banda mineira roda o País com sua turnê de despedida, anunciada em 2019 e suspensa até este ano por conta da pandemia. Sendo eles um dos maiores nomes do rock pop nacional, não faltarão hits. Já são três décadas de uma carreira que soube se manter oxigenada. Dizer adeus não deve ser tarefa fácil.
“Se você imaginar que tenho mais tempo de vida dentro do Skank que fora, realmente, é uma mudança significativa – na vida de todos nós”, reflete Henrique Portugal. “O interessante é fecharmos esse ciclo da melhor maneira. Tudo na vida temos que fazer de forma intensa. E é o que estamos tentando nesses shows.”
De pacatos cidadãos tocando nos bares de Belo Horizonte às grandes arenas do Brasil, e até no exterior, o Skank sempre apostou na própria assinatura. Desde que surgiu, em 1991, experimentou fases de uma criatividade plural. Já abraçou reggae, pop, rock and roll, psicodélico, acústico… “Essa variedade acabou enriquecendo nosso trabalho. Nem foi algo de sobrevivência comercial, não. É que queríamos mudar”, observa.
Quando insistimos na viagem pelo tempo, o tecladista destaca seus momentos: “Para falar de início, tem nosso álbum independente, com o qual imaginávamos ter um sucesso regional. Depois de assinarmos com a gravadora Sony, passamos a ter relevância nacional. Isso muda muita coisa – ter a primeira música conhecida de norte a sul do país, que foi ‘Te Ver’, esgotar a primeira bilheteria em São Paulo, reunir 10 mil pessoas no lançamento do primeiro álbum pela Sony em Belo Horizonte, o show de 1994 no Hollywood Rock…”.
Apesar das lembranças, Henrique não cultiva preferência por esta ou aquela fase. Sabe que a caminhada se valeu de todas as conquistas. “‘Garota Nacional’, do nosso terceiro álbum, é muito importe, assim como ‘Vou Deixar’, do ‘Cosmotron’. O mais legal é termos músicas que se tornaram conhecidas nas décadas de 1990, 2000 e 2010. Aí está algo de que tenho
muito orgulho”.
Mas e depois da saideira do Skank, tem mesmo um lugar diferente? Sim, será hora de cada integrante pensar a música de outras maneiras. No caso do tecladista, as perspectivas incluem a criação de um selo, o suporte a bandas e nomes emergentes e continuar tocando a empresa da qual é sócio, voltada a análises de risco de investimento em carreiras artísticas.
“Não precisamos ficar a vida inteira fazendo a mesma coisa”, conclui. “Sonhar é sempre importante, e como sonhar pequeno ou grande não faz diferença, então, vamos curtir novos momentos, novas formas de viver a vida e de construir histórias.”
SERVIÇO
Skank - Turnê de Despedida, no Engenho Central. Banda mineira fecha o Rock In Pira, que começa às 14h e terá Capitão Nemo (15h), CrashHard (16h) e Via Pública (17h).
Henrique Inglez de Souza
Especial para o JP
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