Tambores de Axé ocorre neste domingo; evento visa desmitificar preconceito

Por Laís Seguin |
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Encontro terá diversas atividades religiosas, artísticas, debates e feira afro

O 1º Tambores de Axé, evento organizado em parceria do Coletivo de Ogans e o Programa Falando de Axé, acontece neste próximo domingo (26), no Centro Comunitário do Jardim Esplanada, situado na rua Augusto Furlan, 39, às 9h. O evento tem a realização da Prefeitura de Piracicaba, por meio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), com apoio do Centro de Documentação Política e Cultura Negra e do Conepir, do Instituto Afropira, de diversos terreiros de Umbanda e Candomblé, lojas de artigos religiosos de Matriz Africana e do mandato da Vereadora Silvia Morales (PV).

O evento é uma organização do Pai Ronaldo Almeida, apresentador do Programa Falando de Axé, e dos Ogans (termo utilizado nas religiões de matriz africana para quem toca os atabaques e os tambores responsáveis por chamar as entidades) Mestre Adriano Rigo, Ricardo Leite e Jhow. Depois de uma conversa entre eles, a ideia de realizar o evento saiu do papel e se firmou.

Para Adriano Rigo, Ogan e Mestre de Capoeira, essa é uma iniciativa de extrema importância para mostrar à sociedade a cultura e desmistificar um pouco o preconceito que religiosos de matriz africana tanto sofrem.

Ronaldo Almeida milita há mais de 15 anos pela liberdade religiosa e acredita que esse evento é crucial para o momento. “Precisamos deixar nossas diferenças de lado e trabalhar no que nos une, que é a valorização do povo de santo”, comenta ele.

A abertura se iniciará com a saudação a Exú. Logo em seguida, terá uma mesa de debate com as autoridades presentes, composta por Babá Vanderson, Iya Nika e a Mãe Luana da Casa Espiritual Filhos de Oxalá - terreiro de umbanda de Piracicaba com mais de 40 anos de existência.

Na hora do almoço terá apresentação dos Ogans da Umbanda, Candomblé e Jurema. Em seguida, uma apresentação de capoeira e o encerramento com um Samba de Roda.

Durante todo o encontro, acontecerá uma feira afro com empreendedores do Axé, trabalhadores das religiões que produzem artesanatos, roupas, comidas típicas e bebidas. O evento é gratuito e aberto ao público.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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