Em Piracicaba, 254 casos de trabalho infantil foram acompanhados entre janeiro e maio deste ano

Por Laís Seguin |
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Crianças vendendo produtos se tornou uma situação comum nos semáforos

Em cinco meses - de janeiro a maio deste ano - , 254 casos de trabalho infantil foram acompanhados em Piracicaba pela Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social). Entre as situações mais visíveis estão os casos de crianças trabalhando em semáforos, com a venda de balas e outros produtos. O trabalho infantil é ilegal e priva crianças e adolescentes de uma infância normal, impedindo-os(as) não só de frequentar a escola, mas também de desenvolver de maneira saudável todas as suas capacidades e habilidades, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Diante desta situação, a Smads propõe ações específicas para fortalecer as articulações com a rede, por meio de ações nos territórios e propostas de inclusão para as famílias. “A exploração do trabalho infantil é uma violação de direitos. De acordo com a OIT, 8,9 milhões de crianças e adolescentes correm o risco de serem empurradas para o trabalho infantil até o final deste ano, por isso estamos atentos e trabalhando para cessar essa violação”, explica a secretária da pasta, Euclidia Fioravante.

Os casos detectados pelo Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social) são notificados aos Conselhos Tutelares e encaminhados para os Creas (Centros de Referência Especializado de Assistência Social), onde as crianças e suas famílias são acompanhadas para trabalhar as vulnerabilidades e desestimular o trabalho infantil. “O Seas tem o papel de mapear as violações de direitos de crianças e adolescentes nos espaços públicos e da rua e, no dia a dia, acabamos identificando que a exploração do trabalho infantil atinge todas as idades”, aponta Lígia Angelocci, coordenadora do Seas.

Embora o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil seja lembrado no dia 12 de junho, data estabelecida para conscientizar sobre a importância do combate ao trabalho de crianças e adolescentes, Euclidia Fioravante enfatiza que “devemos estar atentos diariamente aos riscos que as crianças sofrem nessas situações. Nas ruas podem ser atropeladas, assaltadas, aliciadas pelo tráfico de drogas ou exploração sexual. Precisamos cuidar das nossas crianças”.

O trabalho infantil pode ser denunciado para os Seas, Conselhos Tutelares ou o disque 100.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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