Dor ou a vontade do consumidor

Por Antonio Carlos Giuliani |
| Tempo de leitura: 3 min

Todos somos consumidores e clientes. Você deve conhecer alguma pessoa que já tenha deixado de comprar um produto de alguma marca, em alguma loja ou adquirir algum serviço, porque teve uma péssima experiência, não é mesmo? As marcas hoje precisam se preocupar com a dor ou a vontade do consumidor. O novo consumidor apresenta um comportamento que vem substituindo a ideia de propriedade pelo conceito de uso. É preciso entender os novos comportamentos do consumidor e o papel da experiência do consumidor, chamado como “customerexperience” embora ter um bom atendimento é importante ele não é mais o único fator primordial para atrair e reter consumidores.
O foco é aumentar a fidelização e garantir mais sucesso no seu negócio. A experiência do consumidor segundo o Global Customer Experience Benchmarking Report, da Dimension Data, aponta que 81% das empresas entendem que a experiência do consumidor é um diferencial competitivo. Diariamente os consumidores são impactados por dezenas, centenas, milhares de marcas utilizando-se dos mais diversos meios de comunicação redes sociais, pontos de vendas, panfletos, entre outros meios de comunicação. Promover uma boa experiência do cliente requer atenção a diversos aspectos um deles é compreender a evolução das gerações identificar as mudanças de hábitos e as evoluções que surgiram ao longo das décadas, principalmente com a chegada da era digital. O Comportamento se transformou em objeto de consumo, temos um marketing de comportamento que não existia.
A geração baby boomer, pertence a um período histórico onde a propaganda foi pautada em um consumidor vinculado a certos hábitos e objetos de consumo. Chamada hoje como Geração Silenciosa justamente porque não se falava muito era difícil identificar desejos e não se tinha uma rede de conteúdo, a vida era simples e silenciosa, sem a oportunidade de se falar tudo o que deseja e opinar a respeito de seus gostos e preferências. Ao considerarmos outra geração a millenius vários estudos apontam que seriam os salvadores do mundo porque foram influenciados pelos pais como especiais hoje essa geração não salvou o mundo, ganham menos sem muito poder aquisitivo de acordo com estudo de Pondé (2021)
.Uma coisa é certa: os millennials revolucionaram — e continuam revolucionando — o mundo do trabalho. Isso porque você raramente verá um millennial sacrificando tudo em nome da carreira. Preocupados em equilibrar trabalho e vida pessoal e, claro, em ter momentos de lazer, esses jovens se desdobram para fazer um pouco de tudo isso. Compreender esses comportamentos leva a uma reflexão nas estratégias de marketing.
No início dos anos 2000 os profissionais de marketing era alguém que sabia o que o consumidor iria querer daqui dois anos, embora ele mesmo como consumidor não sabia. Observava os comportamentos dos consumidores e as tendências o que seduzia e trabalhava uma comunicação para convencê-lo. Hoje o profissional não precisa saber o que o consumidor vai querer daqui a dois anos, mas sim o vai querer daqui cinco minutos. Hoje trabalha diretamente com a inteligência artificial e o consumidor, por sua vez tem seus desejos e sua personalidade.
Existe algo além do desejo por exemplo antes de você chegar no site para comprar, o algoritmo fica jogando coisas para você na tela do seu celular e com os algoritmos conseguem capturar o desejo. O desafio para os profissionais de marketing consiste em trabalhar o propósito de atrair e reter consumidores.Reter o cliente no modelo online, entretanto, não é nada simples, uma vez que o mundo inteiro está em um click. Quando se trata de novas gerações, a missão fica ainda mais difícil eles são muito infiéis querem novidades, marcas novas e experiências inéditas. É necessário proporcionar ao cliente que ele é único, que está fazendo um bom negócio e que está em um lugar onde as pessoas o entendem e estão dispostas a resolver suas dores.

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