Relação com o campo vem de berço e foi decisiva na carreira
Nascida no interior do Mato Grosso do Sul, neta de produtores rurais e com um pai que trabalhou mais de 40 anos na indústria da cana-de-açúcar, a influenciadora digital Aretuza Negri escolheu o rumo do agronegócio como algo natural para sua carreira, tendo especialização na área pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em Piracicaba. Ela figura entre as 100 mulheres mais poderosas do agro da revista Forbes, como representante do movimento de mudança no campo.
Isso porque em 2017, Aretuza decidiu criar um perfil no Instagram chamado “Ela é do Agro” (@elaedoagro), atualmente com quase 40 mil seguidores, com o objetivo de ser um lugar para troca de informações e contatos entre mulheres do setor. Como sempre participava de feiras, o espaço se tornou referência na divulgação de eventos que ocorrem por todo o país nessa área.
Além de ser considerada o Vale do Silício do Agronegócio, Piracicaba é o berço do projeto, e segundo Aretuza, esse é um detalhe que foi essencial para que o perfil tenha uma base sólida de conteúdo informativo. “Foi onde tive contato com meus primeiros mentores e com o sistema de inovação da cidade na área, para poder realizar esse trabalho”, explica.
“Acredito que a contribuição também está no encorajamento e representatividade. Além de informação, busco enfatizar que a mulher não precisa anular nenhum aspecto da sua vida para ter sucesso no setor”, complementa.
Ser influenciadora digital sobre agronegócio é um desafio diário para Aretuza. Conforme revelou, a linguagem que usa no perfil é “leve e menos técnica” para cumprir o papel de traduzir a complexidade da produção agropecuária. “Agronegócio é um setor que temos que estudar todos os dias, pois quando estamos falando sobre, a conversa vai muito além de plantar e comercializar”, salienta.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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