Arte foi criada por Luciano Veronezi e seus dois filhos, João Victor e Vinícius
O Salãozinho de Humor, evento paralelo ao Salão Internacional de Humor de Piracicaba, completa 20 anos em 2022 e, seguindo a tradição dos últimos anos, teve seu cartaz feito por pai e filhos. Tratam-se do cartunista já premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, Luciano Veronezi, e seus dois filhos, João Victor e Vinícius, de 11 e 5 anos.
“Não é a primeira vez que o cartaz do Salãozinho é feito por pai e filho, mas desde o ano passado resolvemos retomar esse costume e torná-lo uma tradição. Como diz o ditado ‘filho de peixe, peixinho é’, então queremos ver se isso é verdade mesmo na ‘terra onde o peixe para’, disse Junior Kadeshi, diretor do Salão.
Familiarizado com o Salão de Humor desde a infância, o artista Luciano Veronezi, de 42 anos, o frequenta como artista profissional há mais de 20 anos. Já foi selecionado para inúmeras exposições e ganhou o Grande Prêmio na categoria de caricaturas, em 2004. Mas, este ano, teve um sabor totalmente diferente para ele. “Fiz o cartaz do Salãozinho de Humor a seis mãos com as minhas obras-primas: os meus filhos, que participaram da criação à finalização do cartaz”, conta ele. “Comecei achando que ia ensinar, mas acabei aprendendo com eles. Durante o processo, os dois protagonizaram o projeto diversas vezes. O trabalho me fez sentir como se, mais uma vez, eu estivesse recebendo um grande prêmio do evento”, conclui o pai.
Seu filho João Vitor, de 11 anos, conta que frequenta o Salão de Humor de Piracicaba antes mesmo de nascer: “A primeira vez que eu fui, estava na barriga da minha mãe. Sei que as crianças ficam na maior expectativa e contam os dias para poder enviar os seus desenhos, imagina a nossa alegria com o convite para idealizar e fazer o cartaz do Salãozinho 2022”.
Já o caçula da família, de 5 anos, relata que o pai pediu para que ele fizesse desenhos que o deixasse feliz para que outras crianças possam ver. “Fiz um sol, um balão, passarinhos e peixinhos, porque Piracicaba tem um rio bem grande. Também há um castelo, que o papai falou que se chama Engenho Central, e botei um palhaço lá para todo mundo se divertir”, explica o pequeno artista, Vinicius.
Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br
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