Edilene Vitorino Silva Souza, 50, vive de doações
Edilene Vitorino Silva Souza tem 50 anos e há sete teve uma infecção no rim que a deixou com sequelas físicas e psicológicas, que a impossibilitam de trabalhar. Entre os problemas estão frequentes crises convulsivas, tremores constantes e fraqueza muscular. Ela faz uso de remédios controlados para diabetes, hipertensão e também calmantes. Debilitada, Edilene deu entrada no auxílio-doença, mas foi cessado pelo governo, então vive de doações.
Ela mora em uma casa cedida pela mãe no bairro Santa Rita, que estava abandonada e com infestação de ratos. Devido à esse problema, ela perdeu móveis e roupas até que a situação fosse controlada. Sua irmã, Eleni, que é responsável pelos cuidados pessoais dela e mora nas proximidades, auxiliou com a reforma inicial já que havia risco de desmoronamento na residência.
No entanto, ainda são necessários materiais de construção como cimento, telhas, pisos e revestimentos, tintas, madeira, entre outros, e móveis como cama, armário de cozinha e guarda-roupa para Edilene possa envelhecer com dignidade.
O voluntário do grupo social “Ajuda do Bem Piracicaba”, Felipe Cypriano acompanha a família há um ano. Ele ajuda todos os meses com doações de cesta básica, leite e produtos de higiene e limpeza.
“O Felipe tem nos ajudado muito, nem tenho como agradecer tudo que ele faz por nós. Cuido dela e da minha mãe que tem 79 anos e também está doente. Além disso, tenho três crianças e está muito difícil lidar com toda essa situação”, diz Eleni.
Para ela, além da finalização da reforma o que Edilene precisa é do direito a aposentadoria por invalidez (benefício previdenciário disponível para trabalhadores que ficaram incapacitados de exercer atividades laborais. Essa incapacidade deve ser avaliada e comprovada), para poder se manter, comprar comida e medicamentos. O menor valor para os segurados da aposentadoria por invalidez é de um salário mínimo, R$ 1.212.
“Tem sido muito difícil porque os médicos falam que eu não tenho mais doença e que estou apta a trabalhar, mas eu não tenho forças para fazer nada, para erguer peso e fiquei com atraso na fala”, lamenta Edilene.
Interessados em ajudar com doações ou consultoria jurídica podem entrar em contato por meio do telefone (19) 97112-9417 (Felipe Cypriano) ou (19) 99623-2824 (Eleni).
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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