Cinomose: conheça a doença e saiba como proteger seu amigo de 4 patas

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Doença viral costuma acometer sistemas importantes do corpo animal

Existem doenças em todas as espécies e a melhor forma de proteger os animais domésticos é a vacinação e, claro, informação e conhecimento. No caso dos cães, uma das doenças mais comuns é a cinomose, patologia extremamente contagiosa causada por um vírus da família Paramyxovirus. A contaminação acontece entre cachorros e não coloca em risco a saúde do ser humano. Como explica Camila Eckstein, médica veterinária e doutora em ciência animal, o cão pode transmiti-la diretamente, pelo contato com outro pet da mesma espécie, ou indiretamente, por exemplo, por meio de urina, fezes e outras secreções. “Os animais têm o hábito de se lamber, de ter uma interação próxima, de se cheirar e também de trocar objetos entre si. Quando eles compartilham comedouro, bebedouro, brinquedo, existe uma chance de transmissão”, alerta.

A médica veterinária Laís Antunes esclarece que as principais áreas atingidas são as que envolvem os sistemas digestório, motor, respiratório e urogenital, provocando febre, apatia e baixo apetite. O sistema nervoso também pode ser acometido e os sinais clínicos, geralmente, são observados após 21 dias de recuperação das variações sistêmicas. Camila cita sinais compatíveis com a doença, como o acometimento dos olhos, problemas no sistema gastrointestinal, que causam diarreia, vômito, e também pneumonia, lesões de pele, entre outros.

Para limpar objetos contaminados, as especialistas indicam desinfetantes à base de amônia quaternária 0,3% ou água sanitária, porém, é essencial realizar isolamento do animal para evitar a transmissão. Apesar de ser altamente contagioso, o vírus sobrevive por, aproximadamente, uma hora nas secreções das feridas em temperatura corporal e por cerca de três horas em temperatura ambiente.

Ainda que a doença seja séria, os riscos de contaminação diminuem drasticamente com a vacina. Já nos primeiros meses, o animal deve tomar três doses da polivalente (V8, V10 ou V11) com um intervalo de 3 a 4 semanas entre elas, dependendo da indicação do veterinário. Após 1 ano, deve ser reforçada anualmente e o valor gira em torno de R$ 60 e R$ 90. “A doença é comum em filhotes, pois é quando ocorre o desmame e, consequentemente, queda dos anticorpos maternos, ou nos que não receberam a quantidade adequada de anticorpos via transplacentária e colostro. Entretanto, é importante destacar que animais de todas as idades podem ser acometidos, inclusive os que foram vacinados quando mais jovens, mas não continuaram com as imunizações periódicas”, orienta Laís.

Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br

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