Dia de Ogum ganha dois eventos com diversas danças da cultura afro

Por Laís Seguin |
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Tem programação no ginásio a partir das 9h e na Estação da Paulista até meio-dia

Dois eventos culturais marcam as celebrações o Dia de Ogum, orixá sincretizado na Umbanda como São Jorge Guerreiro para quem é dedicado o dia 23 de abril. A partir das 9h, o Ginásio Municipal Waldemar Blatkauskas está aberto ao público com as danças de Maculelê e Capoeira e Cultural de Ogum, atividade sob coordenação do Núcleo Vila África, Instituto AfroPira e Sociedade Beneficente 13 de Maio. Na Estação da Paulista, a programação acontece das 10h ao meio-dia, evento que integra o calendário oficial cultural e religioso – as festividades do Dia de Ogum são do Centro de Documentação, Cultura e Política Negra de Piracicaba e Casa Nzo Ia Nkize Muxima Ndanlunda Kessimbi Jurema Preta.

No ginásio, o Coletivo de Terreiros de Umbanda de Piracicaba se reúne para um grande gira festiva de Umbanda. No local será montado barraquinhas que os para venda de produtos dos terreiros, como salgados, bolos e refrigerantes. Haverá também a comercialização de artesanatos típicos das religiões de matriz africana, camisetas com estampas de orixás, guias e encantados. O evento conta com apoio da Oy Gráfica e do Programa Falando de Axé.

Para a sacerdotisa de Umbanda, Mãe Eva, da Oxum da Tenda Espiritual de Umbanda Ogum Sete Espadas e Mamãe Oxum, localizado no bairro Monte Rey, a iniciativa dos irmãos de Umbanda é louvável e digna de aplausos. “Estou muito feliz em participar, só assim poderemos criar o respeito entre nós e, quem não é da religião, é muito importante saber o que está acontecendo e, assim, a gente desmistifica, perante à sociedade, os preconceitos religiosos que sofremos no dia a dia”, enfatiza Mãe Eva.

Na Estação da Paulista, a celebração acontece no parque com Xirê dos Orixás. “O Centro de Documentação é quem está fazendo este evento, com danças típicas dos orixás. E, logo depois, será distribuída aos presentes uma feijoada com couve refogada, farofa de dendê e arroz branco que foi rezado por orixá Ogum”, conta pai Ronaldo de Almeida, da Comunidade de Umbanda senhor Zé Moreno das Almas.

Desde o último dia 15 de novembro de 2021, quando se comemora o Dia Nacional da Umbanda, um coletivo vem tomando corpo com reuniões bimestrais a fim de estreitar relações entre os adeptos das religiões de matriz africana. O objetivo é interagir entre os religiosos e mostrar a sociedade que não há motivos para o preconceito e racismo religiosos.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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