Conciliação não avança e estado de greve se mantém

Por Laís Seguin |
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Prefeitura tomará medidas administrativas e judiciais

Fracassou mais uma tentativa de acordo entre a Prefeitura de Piracicaba e o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região durante audiência de conciliação online realizada nesta sexta-feira (9) por decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que classificou a greve como abusiva e determinou o retorno dos servidores ao trabalho. A Procuradoria Geral do Município de Piracicaba informou que o sindicato segue intransigível nas negociações e não aceitou acordo em audiência de conciliação. “Desta forma, o valor de reajuste proposto pela prefeitura ainda não ocorrerá. Com a não aceitação do sindicato, o próximo passo será a distribuição da ação de dissídio coletivo para órgão especial do TJ-SP”, informou em nota.

A prefeitura voltou a destacar que a adesão à greve traz prejuízos aos servidores, e não ao sindicato, uma vez que descontos de dias parados e a perda de benefícios vão ocorrer na folha de pagamento dos servidores. “Na audiência constou em ata ameaça formal do sindicato sobre orientação aos servidores, em especial da saúde e educação, para que se recusem a fazer horas extras, com intuito de prejudicar a população. A prefeitura tomará todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para que a população não seja ainda mais prejudicada por uma greve que já foi decretada como abusiva pela Justiça”, acrescentou a prefeitura.

Ontem à noite o sindicato dos servidores realizou uma assembleia com os trabalhadores em frente ao Centro Cívico. A diretoria informou que não houve acordo e que a prefeitura manteve a mesma proposta: pagamento da reposição inflacionária dos últimos três anos para ser pagos até 2024. Os diretores esclareceram aos servidores sobre a audiência de conciliação, ouvindo as demandas, sanando as dúvidas e disponibilizando a ata da reunião que ocorreu a tarde.

“Devido a situação de chuva e a reunião de conciliação que não obteve avanço por parte da prefeitura, não foi possível realizar a assembleia e votar em propostas. A entidade marcará a qualquer momento uma assembleia com a categoria”, informou a diretoria acrescentando que o departamento jurídico vai tomar as medidas judiciais cabíveis para assegurar os direitos dos trabalhadores.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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