Justiça determina fim de greve, considera movimento abusivo e marca audiência para 4ª feira

Por Laís Seguin |
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Administração entrou no TJ-SP com ação de dissídio coletivo de greve e com pedido de tutela provisória

O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) determinou nesta terça-feira (5), a retomada integral dos serviços públicos da Prefeitura de Piracicaba das áreas da segurança, saúde, educação, assistência social, limpeza urbana, trânsito e transportes e finanças, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A administração municipal entrou na Justiça ontem com ação de dissídio coletivo de greve, com pedido de tutela provisória de urgência, frente a impossibilidade de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Municipais. A liminar foi concedida pelo vice-presidente do TJ, que apontou a greve como abusiva. A decisão também determina a retomada de 70% dos demais setores. O TJ marcou ainda audiência de conciliação para a próxima sexta-feira (8).

O diretor do sindicato José Osmir Bertazzoni, disse que a entidade não foi citada e, portanto, a greve continua. “Se nós formos citados, vamos avaliar, voltamos a trabalhar, assinamos ponto e saímos de greve novamente. Nós não somos cidadão de segunda categoria”, afirmou.

“Defiro o pedido de tutela de urgência para determinar que a integralidade dos servidores públicos municipais da Guarda Civil e da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Assistência Social”, traz o despacho do vice-presidente. A greve dos servidores públicos de Piracicaba chegou, nesta terça-feira (5), ao 5º dia de manifestação com aproximadamente 5.500 servidores em frente à prefeitura, segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores Municipais. A paralisação foi marcada pelo abraço simbólico ao prédio do Centro Cívico, com concentração em frente à prefeitura. O ato foi feito em defesa do funcionalismo público municipal. De acordo com a prefeitura, 2,572 mil estavam em greve nesta terça-feira.

De acordo com o levantamento feito pela entidade sindical, sobre a adesão à greve a saúde está com 62% dos servidores; 85% dos servidores da educação; 79% dos servidores do Centro Cívico, mantendo somente a Procuradoria Jurídica e protocolos oficiais que estão trabalhando em razão de prazos processuais; 50% dos servidores da Guarda Municipal e 30% no Semae.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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