Trabalhadores marcaram ‘abraço’ no Centro Cívico para esta terça-feira, terceiro dia de paralisação, as 7h
De 7.501 mil servidores municipais da Prefeitura de Piracicaba, 2.509 mil deles aderiram à greve que, nesta segunda-feira (4), entrou no segundo dia. O número de adesão foi fornecido pela administração municipal que apontou a Educação, a Saúde, a Assistência Social, a Segurança e Finanças como os setores que estão com atendimento parcialmente afetados por causa da paralisação dos trabalhadores.
Em nota, a prefeitura informou que até às 15h30 de ontem, 2.509 mil servidores estavam em greve, sendo que 2.370 entregaram aviso, por meio de carta aos núcleos de apoio administrativos das secretarias, e 139 servidores estão ausentes, sem justificativa.
De acordo com a prefeitura, entre os setores mais afetados pela greve está a Educação, secretaria com maior número de servidores em greve: 2.184 nesta segunda-feira.
Na Saúde, 89 servidores estão em greve, o que causou o fechamento de unidades e farmácias municipais. Na Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), 45 servidores aderiram à greve, o que causou fechamento de alguns centros de referência e assistência social. A Secretaria de Finanças também teve seu expediente prejudicado pelo segundo dia. Com a adesão de 41 servidores, o atendimento no térreo 2 também foi interrompido.
ABRAÇO
Nesta segunda-feira, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba informou que, acompanhada da comissão de greve, autoridades municipais e deputados estaduais, se reuniu na Secretaria de Governo tentando renegociar com a administração, o pagamento destes reajustes inflacionários para este ano. No entanto, segundo a entidade, a reunião não obteve sucesso, pois a prefeitura mantém a proposta do parcelamento até 2024.
A greve dos servidores municipais de Piracicaba iniciou na sexta-feira (1º) com a presença de cerca de 5.000 funcionários da prefeitura, pedindo que o pagamento dos reajustes inflacionários referentes a 2019, 2020 e 2021 fossem pagos ainda neste ano.
A contraproposta da administração municipal é pagar 14,4% em duas parcelas nos meses de março e julho de 2022; 3,17% mais a inflação do período em 2023 e o restante de 3,16% mais a inflação do período para ser pago em 2024.
De acordo com o sindicato, o número de servidores que aderiram a greve tem aumentado em virtude do parcelamento do pagamento dos reajustes inflacionários, somado aos prejuízos causados nestes últimos anos, como a perda do abono de final de ano dos servidores que foram afastados por causa da covid-19, como também, a questão dos professores que trabalharam em home-office usando seus próprios recursos sem ressarcimentos.
A entidade realizou quatro assembleias da campanha salarial da categoria, sendo a primeira no dia 23 de fevereiro e a última no dia 22 de março. Em todas elas, os servidores aclamaram por greve alegando que estão sendo desvalorizados em todos os âmbitos. A entidade, que traz consigo experiência neste quesito (a última greve foi há 25 anos), esclareceu sobre a legalidade, sanou dúvidas sobre a paralisação e atendeu o pedido da categoria deflagrando a greve.
A diretoria informou que o manifesto segue de forma pacífica e ordeira sem obstrução na entrada do prédio do Centro Cívico e sem ruas bloqueadas. A diretoria do Sindicato dos Municipais organizou um abraço simbólico dos servidores ao Centro Cívico para esta terça-feira, às 7h.



Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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