Criado pela ONU, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, é comemorado neste sábado
O acesso à informação tem sido o principal facilitador do diagnóstico precoce do autismo nos dias atuais. Apesar de a inclusão do autista na sociedade ainda parecer distante para quem vivencia o problema, profissionais comemoram o avanço nas detecções do TEA (Transtorno do Espectro Autista) nas crianças. Para a fundadora do IAP (Instituto Autismo de Piracicaba), Eliana Castro Saliba Piacentini, é fundamental que o diagnóstico ocorra mais cedo e que as terapias sejam feitas por profissionais capacitados para o autismo, realidade que, segundo ela, não ocorria anos atrás.
Mãe de um adulto de 22 anos com TEA, ela contou que o filho só teve o diagnóstico aos dez anos de idade. Eliana lembra que, antes desse avanço, pessoas recebiam diagnósticos de esquizofrenia ou bipolaridade sem poder recorrer ao tratamento adequado.
A psicopedagoga especialista em neurociência aplicada à educação disse que é comum pessoas acima de 20 anos e até com mais de 50 anos procuraram o IAP para iniciar o tratamento.
O instituto oferece às crianças atendimento multidisciplinar, enquanto para os adultos, o atendimento inclui psicólogos. Ela contou que o IAP se prepara para oferecer cursos de teatro e de dança, atividades que contribuem para a socialização. “No teatro ele (paciente) se coloca no lugar do outro e desempenha um papel, isso é muito bom para a cognição social”, aponta.
Sueli Arvati Hoffman é mãe de Ian, nove anos, que tem TEA. Ela defende a informação também como ferramenta de enfrentamento do preconceito sofrido pelas pessoas com o distúrbio neurológico.
No Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado neste sábado (2), ela destaca a importância da data na propagação da informação de qualidade. “Entender melhor sobre TEA é a chave para diminuirmos o preconceito e a discriminação”, aponta.
A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007 e foi escolhida com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o TEA.
OFICINAS
Na semana dos dias 11 a 14, o IAP vai oferecer oficinas de teatro, capoeira, judô, culinária, recreação na piscina e sessão de cinema às pessoas com autismo. A participação é um quilo de alimento. Informações pelo telefone 3371-4697.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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