Greve atinge 76% dos servidores municipais; MP indefere representação do Sindicato dos Servidores

Por Laís Seguin |
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Movimento teve início nesta sexta-feira (1º) e atinge todos setores da administração municipal

No primeiro dia de paralisação dos servidores públicos de Piracicaba, cerca de 5.000 mil trabalhadores aderiram ao movimento, o que representa 76% do quadro de funcionários, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores Municipais, nesta sexta-feira (1º). A prefeitura não informou a adesão dos setores municipais à greve deflagrada ontem. No início da tarde, o Centro Cívico foi fechado por falta de servidores. “O atendimento no térreo 2 exclusivo aos contribuintes, foi interrompido na tarde de hoje pela falta de funcionários devido à greve deflagrada pelo Sindicato”, informou a administração acrescentando que as pessoas que tinham atendimento agendado para ontem, devem reagendar pelo site da prefeitura.

O Ministério Público do Estado de São Paulo indeferiu ontem uma representação apresentada pelo sindicato para o órgão averiguar eventuais irregularidades em manifestações do prefeito Luciano Almeida (União Brasil) acerca das negociações para o reajuste salarial. Segundo o pedido da entidade, as declarações contêm críticas à atuação do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região.

Em sua decisão, o promotor Luciano Gomes de Queiroz Coutinho destacou que a discussão acerca de reposição inflacionária da remuneração dos servidores municipais ocorre em acalorado cenário político, marcado pelo antagonismo. “Ambas as forças conflitantes são representativas das decisões tomadas por uma maioria, sendo, portanto, legitimadas a litigar no embate político pela defesa de seus entendimentos e interesses, bem como dos interesses das coletividades que representam”, pontuou. “Logo, não vislumbro qualquer campanha difamatória. Limita-se o embate à contraposição de argumentos que sustentam as teses opostas. Por exemplo, no artigo assinado pelo prefeito municipal são trazidos dados históricos dos reajustes efetuados, bem como comparação do reajuste proposto com outros municípios. Sendo assim, não cabe a este órgão ministerial se arvorar na função de censor da legítima liberdade de expressão, pautada em sólida base democrática, a fim de querer constranger o Chefe do Executivo local a calar-se em embate político de interesse público”, apontou o promotor.

CÂMARA MUNICIPAL
A Mesa Diretora da Câmara Municipal informou ontem que não será realizada a 10ª reunião ordinária, na segunda-feira (4). Em comunicado, a Casa informou que, após deflagrada a greve dos servidores municipais, a Câmara fez um levantamento em seus departamentos e setores e constatou a adesão de ‘parte considerável dos servidores efetivos’. “Constatou que ficariam comprometidos os serviços legislativos, de comunicação, de tecnologia da informação e de suporte para a deliberação das proposituras nas reuniões ordinárias”, informou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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