Servidores públicos municipais de Piracicaba iniciam paralisação a partir de hoje, dia 1º

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Requerimento começou a circular nas unidades para que servidores possam protocolar junto à chefia

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba, confirmou nesta quinta-feira (31) a deflagração da greve que começa nesta sexta-feira (1º) marcada para ocorrer em frente ao Centro Cívico às 7h. Ao longo da semana ocorreram reuniões com servidores da Guarda Civil, da Educação e da Saúde, que demonstraram adesão ao movimento. Um requerimento da paralisação começou a circular nas unidades para que os servidores que aderirem à greve possam preencher e protocolar junto à chefia imediata, secretaria ou autarquia de atuação. A entidade informou que, caso o servidor sofra algum tipo de perseguição por aderir à greve, deve procurar o sindicato para fazer a defesa.

O diretor José Osmir Bertazzoni destacou que o prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida, entrou com uma ação chamada de interdito proibitório (usada na iniciativa privada, cujo objetivo é impedir agressões iminentes que ameaçam a posse de um bem, com agressões ou depreciação), para impedir que os movimentos acontecem no espaço público da prefeitura.

Segundo o dirigente, a liminar concedida, não muda o movimento grevista, pois a entidade já notificou a administração pública e escolheu os lugares que ocorrerão a greve. “Elegemos os locais dos manifestos, seremos cumpridores das leis da conduta imposta pelo Estado Democrático de Direito. Sendo a greve como decidida na própria liminar um direito consagrado pela Constituição Federal. Portanto, o objetivo intimidatório da administração com a impetração do interdito proibitório acabou se tornando uma garantia para o movimento de greve”, afirmou.

Em meio a uma negociação considerada turbulenta pela entidade, com o congelamento dos salários dos servidores municipais e diante da reposição inflacionária nos últimos três anos em torno de 21%, Bertazzoni disse que a administração se recusou a fazer a reposição de forma aceitável, mas sim parcelada até o ano de 2024. “Além de todo o desgaste que a categoria tem sofrido sem o reajuste, o prefeito ainda tem feito políticas antissindicais colocando servidores contra a entidade, o que moveu o departamento jurídico do Sindicato dos Municipais notificar nesta quinta-feira o Ministério Público Federal do Trabalho e de Piracicaba”, afirmou.

A partir do início da greve pela lei, os serviços essenciais que se mantêm são, de tratamento de água e esgoto, assistência médica e hospitalar (urgência e emergência), no caso as UPAS, farmácias de distribuição de medicamentos, funerários, os serviços de processamento de dados ligados a serviços essenciais.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

LEIA MAIS

Comentários

Comentários