Espetáculos têm encontro de gerações como Thomazinho e César Franck
Restam poucos ingressos para a sessão das 16h de hoje (sábado) do concerto da OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba) no Teatro Municipal Dr. Losso Netto – acesse o site ‘megabilheteria.com’, vá ao menu superior e clique em escolha sua cidade’ e, depois, ‘Piracicaba’ para chegar ao cartaz do evento e solicitar convites no horário da tarde; ontem (sexta-feira), os assentos para a sessão das 19h estavam todos esgotados, com exceção de oito espaços para cadeirantes. O espetáculo deste fim de semana une gerações com a comemoração do bicentenário do compositor belga César Franck e a participação especial ao piano do solista Lucas Thomazinho, 27 anos, músico eleito pela crítica especializada como referência na arte em sua geração. A regência é do maestro emérito Jamil Maluf. A Temporada 2022 da OSP está em campanha solidária para arrecadação de alimentos não perecíveis e pede que cada espectador doe um quilo na estrada do espetáculo.
O programa do concerto traz uma pesquisa sobre a vida do compositor belga, escrito pelo diretor do Jornal de Piracicaba, Marcelo Batuíra Losso Pedroso. Nascido em 1822, filho de mãe alemã e de um escriturário desempregado, César Franck passou a ser explorado desde criança pelo pai. Aos oito anos de idade entrou para o Conservatório de Liège e começou a ganhar prêmio. A família se mudou para Paris em busca de mais oportunidades na música e, quando se tornou jovem, Franck rompeu com os pais e mudou radicalmente de vida: saiu dos palcos e foi viver uma vida mais tranquila como professor e organista de igreja. Mas cinco anos antes da sua morte, ele retoma o piano para escrever ‘Variações Sinfônicas’ – obra que será executada hoje por Thomazinho.
“Não é uma obra para qualquer pianista. O grau de dificuldade pode ser atribuído tanto à familiaridade de Franck com o instrumento quanto ao fato de suas mãos serem gigantes: ele conseguia abarcar 12 teclas brancas do piano em um só golpe”, relata o diretor do JP em sua pesquisa sobre o homenageado. O reconhecimento do compositor belga só veio mesmo após sua morte, ganhando uma legião de admiradores para ser reconhecido atualmente como um dos maiores compositores do século 19.
A programação deste ano é realizada com recursos da Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), e tem o patrocínio prata da Caterpillar e Hyundai e o patrocínio bronze da CNH Industrial, via Lei de Incentivo à Cultura. São apoiadores a Empem (Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle), o Jornal de Piracicaba, a Revista Arraso e a Rádio Educativa FM.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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