Sem transporte, aposentada enfrenta dificuldades para manter tratamento com hemodiálise

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Serviço não está disponível pela prefeitura para os dias agendados e hospital não tem como alterar horários

A aposentada Enaide Lazarini, moradora na Vila Industrial, contou que precisa fazer hemodiálise na Santa Casa, três vezes por semana. Há 15 dias ela iniciou o tratamento e, desde então, não consegue transporte público pela prefeitura. Sem família, ela disse que precisa recorrer aos vizinhos e pagar o combustível para ser levada ao hospital. Segundo Enaide, a informação que a Secretaria de Saúde fornece é que ela tem de esperar. A paciente disse que há um mês tem tentado agendamento, sem sucesso.

A Secretaria de Saúde informou que a solicitação da paciente é recente e que está mobilizada para atendê-la. Segundo a pasta, de terça-feira, quinta-feira e sábado, no terceiro horário/turno, não há vagas disponíveis devido à grande demanda pelo transporte na cidade.

A pasta informou que já conversou com a paciente e que há disponibilidade de vagas nos três turnos de segunda, quarta e sexta-feira, além dos turnos um e dois de terça, quinta e sábado. Para fazer o ajuste dos horários a paciente foi orientada a fazer a solicitação à Assistência Social da Santa Casa para pedir a mudança junto ao sistema de regulação de vagas vinculado ao Governo do Estado.

“Com a autorização, a secretaria tem vaga no transporte para ofertar à paciente realizar seu tratamento”, informou a pasta.
A Santa Casa informou que a paciente iniciou diálise no terceiro turno de segunda, quarta e sexta-feira em uma vaga de paciente crônico que está em trânsito.

O hospital acrescentou que todo paciente que inicia a terapia necessita coletar exames admissionais, incluindo sorologias. “Após resultados dos exames foi constatado que trata-se de uma paciente com um tipo de sorologia (doença) na qual a diálise deve ocorrer somente no último turno”.

O hospital informou que a equipe conversou com a paciente em 17 de março para explicar a situação de sua sorologia e a necessidade de mudança de dia. Também foi explicado sobre a posição do transporte, em que a tratativa é diretamente entre paciente e prefeitura, sendo essa uma prerrogativa do município.

“Atualmente, não temos como trocar a paciente para segunda, quarta e sexta, pois não temos vaga e os pacientes que estão neste período e nestes dias também dependem de transporte público feito pela administração municipal”, informou o hospital.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

LEIA MAIS

Comentários

Comentários