Servidores municipais decidem entrar em greve a partir de 1º de abril

Por Laís Seguin |
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Decisão foi tomada pela maioria dos 2.500 servidores que participaram da assembleia realizada ontem (25) à noite

Os servidores públicos municipais de Piracicaba rejeitaram nesta sexta-feira (25), pela segunda vez, a proposta da prefeitura para o dissídio coletivo da categoria e deflagraram greve a partir da próxima sexta-feira, dia 1º de abril. A decisão pela paralisação foi tomada pela maioria dos 2.500 servidores que participaram da assembleia realizada ontem à noite em frente ao Centro Cívico. Horas antes, a prefeitura encaminhou ao sindicato um documento informando não haver condições de atender uma proposta diferente da apresentada na terça-feira (22), que previa o repasse gradual das perdas até totalizar 21%.

Na contraproposta, a administração municipal citou o limite prudencial de gastos com pessoal previsto na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e ofereceu 10,56%, a partir de 1º de março deste ano, 3,17% a partir de 1º de setembro de 2022; 3,17% a partir de 1º de setembro 2023 e outros 3,16% e 1º de março de 2024, totalizando reajuste salarial de 20,06%.No documento enviado ontem à diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Piracicaba e Região a prefeitura destacou que a proposta é a mais coerente e ajustada à realidade financeira do município.

“Esperamos que haja bom senso por parte do sindicato para que não prejudiquem os funcionários e a população. É importante frisar que este percentual é um dos maiores índices já propostos por essa prefeitura e um dos maiores entre os municípios”, traz o documento assinado pelos secretários Dorival José Maistro (Administração), Artur Costa Dos Santos (Finanças) e Carlos Alberto Beltrame (Governo).

A diretoria do sindicato informou ontem que uma comissão de greve foi criada com representantes de cada secretaria da prefeitura e autarquia, que deverão se reunir na próxima terça-feira às 19h no Sindicato para definirem
o plano de ação.

“Lembrando que a prefeitura, em ofício, destacou que esta foi a última proposta, demonstrando não haver mais negociações”, informou a entidade. O presidente do sindicato, Valdir Sgrigneiro, afirmou que os funcionários devem seguir mobilizados em frente à prefeitura, aguardando 72 horas para administração indicar os serviços essenciais.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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