Após denúncia do JP, integrantes da CPI do Semae constatam despejo na lagoa Itaiçaba, em Ártemis

Por Laís Seguin |
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Irregularidade acontece mesmo com estação elevatória construída para realizar o tratamento de dejetos

A partir da denúncia feita pelo Jornal de Piracicaba sobre o despejo de esgoto na lagoa Itaiçaba, no distrito de Ártemis, integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) flagraram o despejo de dejetos não coletados e não tratados na lagoa e em outros pontos da cidade. Em Ártemis, o grupo flagrou o despejo irregular mesmo com uma estação elevatória construída com a finalidade de realizar o tratamento.“O que nós detectamos é que essa elevatória foi construída de um modo que, talvez, não atenda ao objetivo de sua instalação, porque o esgoto está sendo lançado a céu aberto dentro dessa lagoa e corre pelo curso dela”, afirmou a presidente da CPI Rai de Almeida (PT).

“Recebemos a denúncia feita por um morador, o senhor Segueo Otsubo, que mora no bairro há mais de70 anos. Lemos também, concomitantemente, a matéria publicada pelo JP, igualmente denunciando as condições dessa lagoa e o despejo de esgoto que nela acontece. Então, movidos por essas denúncias, fomos em diligência ao local”, afirmou a parlamentar.

Raí explicou que o PVs (Poços de Visitas – popularmente conhecidos como bueiros) que fazem a captação de esgoto deveriam ter uma pressão para que o material coletado chegasse até a estação elevatória, no entanto, como a estação está acima do nível da rua, não existe essa pressão para que o esgoto seja coletado e transportado para o tratamento.

O comerciante Segueo Otsubo, que fez a denúncia à CPI do Semae, é morador do local há 75 anos. Ele pediu uma solução para os problemas relatados e frisou que quando chove o transbordo é maior e fica intransitável para os moradores da região que precisam andar em cima da água suja de esgoto. “Tem que ter um projeto, fazer o negócio certo, arrumar uma solução para essa caixa de elevação ou transferir para outro local porque próximo às casas aqui eu acredito que não pode ficar, o cheiro é horrível”, reclamou. Outra irregularidade verificada pelos integrantes da CPI é relativa a vegetação que cresce na lagoa devido a poluição e contaminação causada pelo despejo do esgoto sem tratamento. De acordo com o morador Benedito Blumer, à medida em que a lagoa vai ficando poluída, a água fica grossa e gera uma vegetação que não faz parte da lagoa.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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