O Centro Comunitário Madalena Leite, do bairro Boa Esperança, está em situação de abandono. O local era o principal espaço para ações sociais comandadas pela ex-líder comunitária e ex-vereadora Madalena. O prédio foi nomeado recentemente em sua homenagem devido à sua importância naquela comunidade. Madalena foi assassinada em abril de 2021, dentro de sua residência.
A equipe de reportagem do Jornal de Piracicaba esteve no local na tarde de ontem (21) e registrou, em imagens, mato alto e falta de iluminação. O Centro Comunitário do bairro fica na rua Nicola Evangelista Neto, ao lado da Escola Municipal Prof. Carlos Sodero.
Segundo um morador, desde que a Madalena morreu, o bairro todo está na mesma 'situação de abandono'. “O Boa Esperança ficou esquecido. Perto do Centro Comunitário tem um campo de futebol amador que é a própria comunidade que tem mantido e cuidado”, contou Johny Roger.
Em nota, a Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), informou que vai reformar o prédio do Centro Comunitário e anexá-lo à escola.
Com isso, a escola ganhará mais duas salas de aula e ampliará sua capacidade de atendimento de 290 alunos para 350 alunos. O prédio do Centro Comunitário foi cedido pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads).
O secretário da Educação, Bruno Cesar Roza, e equipe estiveram no prédio para verificar as condições para adaptação ao ambiente escolar. Além de aumentar a capacidade em mais duas salas de aula, no novo prédio serão construídos banheiros masculino e feminino, uma sala para depósito de material de apoio, uma sala para materiais de educação física e uma cozinha para funcionários e professores. Também será feito um projeto para que no terreno ao redor do prédio seja feita uma área de atividades para as crianças e também um estacionamento para funcionários.
No retorno das aulas presenciais, após o período de pandemia, a procura por vagas na escola cresceu exponencialmente, fazendo com que muitos alunos que moram no Boa Esperança precisassem ser remanejados para escolas próximas. Segundo a diretora da EM Prof. Carlos Sodero, Celene de Castro, com o anexo, a escola conseguirá atender outras demandas que já haviam sido levantadas pela escola.
“A procura de vagas para o primeiro ano vem sendo muito grande e pela limitação da escola deixamos de atender de 20 a 30 alunos do bairro que tiveram que ser matriculados em outras escolas próximas. Além disso, o espaço físico da escola, atualmente, não suporta a disponibilidade de sala de reforço e sala leitura, e com o anexo do centro comunitário será possível atender a essas demandas”, explicou.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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