Programa da USP possibilita Esalq capacitar nove entidade locais

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 3 min

Objetivo é construir parcerias para o incremento de políticas públicas

Nove entidades filantrópicas de Piracicaba estão capacitadas para higienizar e manipular alimentos por meio do Programa USP (Universidade de São Paulo) Municípios. A iniciativa por aqui, desenvolvida pela Esalq/USP (Escola superior de Agricultura Luiz de Queiroz), foi executada com o objetivo de estimular a melhoria de políticas públicas no Estado de São Paulo. Intitulado ‘Capacitação em boas práticas para manipuladores de alimentos de entidades filantrópicas no município de Piracicaba’, o projeto foi coordenado pela professora Daniele Maffei, do LAN (Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição) e também contou com a colaboração das professoras Aline Cesar e Marina Vieira, também do LAN/Esalq, da doutoranda Jéssica Finger (FCF/USP), além de bolsistas de graduação e apoio do Comsea (Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional) de Piracicaba.

Para contribuir positivamente com os trabalhos realizados com as entidades de caráter filantrópico, o projeto foi desenvolvido em duas etapas. Na primeira foi realizado um diagnóstico das condições higiênicas e sanitárias na manipulação de alimentos. Para isso foi aplicado um checklist durante visitas realizadas nas entidades.

Em uma segunda fase, as entidades receberam treinamento de boas práticas na manipulação de alimentos, abordando o conteúdo estabelecido como essencial pela Vigilância Sanitária. “Além disso, foi oferecida às entidades a possibilidade de realizar análise bacteriológica da água utilizada para produção das refeições, a qual foi realizada no Laboratório de Microbiologia de Alimentos da Esalq”, acrescenta a coordenadora do projeto, Daniele Maffei.

Com as restrições de combate ao covid-19, as visitas ocorreram de forma remota, por meio de vídeo chamadas, o que não impediu o trabalho junto às entidades. “Para avaliação das condições higiênico-sanitárias foi elaborado um checklist baseado nas legislações vigentes no Brasil aplicáveis a estabelecimentos que prestam serviços de alimentação. Com isso, foi possível constatar as principais conformidades e não conformidades nas entidades, os fatores limitantes e suas principais necessidades no que se refere às medidas de controle para garantir a produção de alimentos seguros”, explica Daniele Maffei.

Para realização do treinamento remoto, com base nas legislações vigentes e reforçando aspectos observados na primeira etapa do projeto, foram gravados vídeos abordando temas importantes e fundamentais em boas práticas. “Trabalhamos com temas como contaminantes alimentares, doenças transmitidas por alimentos, manipulação higiênica dos alimentos e boas práticas”.

KIT
O projeto local do Programa USP Municípios também entregou às entidades um kit com materiais de apoio para que cada uma delas estas possa colocar em prática as orientações recebidas da Esalq, bem como capacitar outros colaboradores que possam vir a atuar no preparo das refeições. Estes materiais incluíram planilha com a relação de todos os documentos necessários aos estabelecimentos que prestam serviços de alimentação, modelos de planilhas de monitoramento das boas práticas, relatório de visita com um retorno das melhorias propostas para a entidade, cartazes educativos, etiquetas plastificadas (reutilizáveis) e pincel marcador para identificação de produtos retirados das embalagens originais, termômetro digital para controle da temperatura dos alimentos, cartilha de boas práticas e pen drive contendo os vídeos do treinamento e versão digital dos materiais entregues impressos.

Segundo a pesquisadora responsável, apesar das limitações em decorrência da pandemia da covid-19, foi possível cumprir os objetivos do projeto e contribuir com políticas públicas municipais no que se refere a capacitação técnica para gestão da produção e distribuição segura de alimentos. “Esperamos que o trabalho desenvolvido e os materiais entregues auxiliem as entidades na implementação e manutenção das boas práticas, a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária durante o preparo das refeições e, consequentemente, a segurança alimentar dos indivíduos atendidos”.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

LEIA MAIS

Comentários

Comentários