O currículo é a primeira etapa de um processo de seleção de emprego; confira algumas dicas de especialistas
Em tempos de covid-19, em que o desemprego bateu recordes em 19 estados e no Distrito Federal, ter um bom currículo pode ser a chave para conseguir um trabalho.
“O currículo é a apresentação do profissional. O jeito que você coloca, o cuidado que você tem com ele, aos olhos do recrutador, será o grande diferencial para ele te chamar ou não”, diz Bruno Martins, CEO de uma consultoria em recolocação profissional.
Luciene Dourado de Melo, analista de carreiras da Universidade de Guarulhos, sugere o seguinte roteiro para a elaboração do currículo:
DADOS PESSOAIS
Nome completo, idade e dados de contato (telefone residencial, celular e e-mail). Nem todos os dados pessoais precisam ser incluídos. Não precisa colocar: - Endereço completo (no máximo, informe o bairro). - CPF - Estado civil (está em desuso até
perguntar isso na entrevista).
OBJETIVO PROFISSIONAL
Escreva sua área de atuação e especialização.
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Informe o nível e a graduação, o nome da instituição de ensino, período, duração e a localização, de forma objetiva.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Nome da empresa, período, cargo e uma breve descrição com as principais atividades desenvolvidas. Passe informações relevantes, experiências e aprendizados que você teve.
Patrícia Aguiar, gerente de redes e seleção massiva, diz que pode ser em qualquer lugar: trabalho voluntário, empresa júnior ou estágio. “Importante é o tipo de competência que a pessoa desenvolveu e a experiência.”
CURSOS EXTRACURRICULARES
Cursos livres, de especialização e de idiomas, período, duração e a localização.
OUTRAS DICAS
“Inclua foto apenas quando o anúncio da posição em que está concorrendo exigir, como uma carreira de modelo”, afirma Luciene Dourado de Melo.
Priorize sempre o currículo digitalizado. É mais prático e possibilita atingir diversas empresas ao mesmo tempo. Nem todas as empresas recebem o documento impresso, ela indica.
Quanto as letras e fontes no currículo, não há uma resposta 100% certa. Use o bom senso e evite extravagâncias. Ela recomenda as fontes Arial, Verdana ou Calibri.
O currículo deve ter, no máximo, duas páginas, “Deve ter o menor número de palavras possível, com descrição clara e objetiva”, explica.
A especialista diz que a omissão de informações só é válida para economizar espaço. Ou seja: entre detalhar uma experiência de trabalho mais atual e uma mais antiga, foque na mais recente. E, o mais importante: sem mentiras.
PRETENSÃO SALARIAL
Não precisa colocar.
REFERÊNCIAS PESSOAIS
As referências devem ser transmitidas durante o processo seletivo, e não no currículo, para não expor as pessoas. É bom ter os contatos em mãos caso peçam isso no processo de seleção.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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