São Paulo está atrás apenas da Coreia do Sul com 86,57% e da China com 85,48% da população vacinada
Se o Estado de São Paulo fosse uma nação estaria em terceiro lugar entre os países que mais vacinam contra a covid-19 no mundo, com 83,69% da população com esquema vacinal completo, em comparação a países com população igual ou superior a 40 milhões de pessoas. São Paulo está atrás apenas da Coreia do Sul (86,57%) e da China (85,48%).
Em seguida, estão Espanha (83,65%), Japão (79,64%), Itália (78,95%), França (77,7%), Alemanha (75%), Brasil (73,48%), Reino Unido (72,06%) e Estados Unidos (65,19%) - os percentuais são atualizados periodicamente pelo portal Our World In Data, da Universidade de Oxford. Entre os elegíveis para receber as doses, ou seja, todos acima de cinco anos de idade, São Paulo já chegou à marca de 89,56% da população imunizada com as duas doses e 99% com ao menos uma dose. Na população em geral, o Estado já chegou a 92,5% da população com ao menos uma dose.
Nesta sexta-feira (11), o Vacinômetro (https://www.saopaulo.sp.gov.br/) registrou 101,6 milhões de doses aplicadas nos 645 municípios paulistas. A vacinação da dose adicional também tem crescido nas últimas semanas, com mais de 21,3 milhões de doses aplicadas. No Brasil, 31,81% da população recebeu a dose de reforço.
PREMATURO
O relaxamento de medidas protetivas contra a covid-19, como o uso de máscaras em locais fechados de forma irrestrita, é prematuro, revela boletim do Observatório Covid-19, divulgado ontem (11), no Rio de Janeiro, pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Os pesquisadores afirmam que as próximas semanas serão fundamentais para entender a dinâmica de transmissão da doença e que ainda não é possível avaliar o efeito das festas e viagens no período do carnaval. “Flexibilizar medidas como o distanciamento físico (controlado pelo uso do passaporte vacinal) ou o abandono do uso de máscaras de forma irrestrita colabora para um possível aumento, e não nos protege de uma nova onda”, afirmou o boletim. “Atualmente, o ideal é voltarmos ao padrão do início da pandemia, quando recomendávamos fortemente o uso de máscaras, higienização de mãos e evitar
as aglomerações”, acrescentou.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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