Leitor denuncia e prefeitura aciona Estado para limpeza do lago do Horto de Tupi

Por Laís Seguin |
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Prefeitura solicitou apoio do Instituto de Pesquisas Ambientais, o IPA

O lago do Horto Florestal de Tupi, em Piracicaba, mais parece um ‘tapete’ de plantas do que uma porção de água. O leitor Luis Felipe Freitas, zootecnista, alertou a reportagem do Jornal de Piracicaba sobre a situação na área de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Segundo Freitas, o lago está em processo de eutrofização – aumento da concentração de nutrientes em um ecossistema aquático, levando ao aumento da produtividade e, consequentemente, a alterações em todo esse ecossistema. Ele também destaca que, com a entrada do período de estiagem, as macrófitas (plantas aquáticas) irão apodrecer com a seca e consumir todo o oxigênio do lago. Provavelmente, as chuvas fortes do início do ano arrastaram nutrientes para a água, o que causou o crescimento em demasia das plantas aquáticas.

Formalmente chamada por Estação Experimental de Tupi, á área é ligada ao Instituto Florestal do Estado e é protegida por lei como UC (Unidade de Conservação) desde 1949. O local é frequentemente visitado por turismo ecológico e por aqueles que buscam fazer caminhadas ou outros esportes em um local verde e bem arborizado, longe do ambiente urbano.

O ecossistema do horto é o de Mata Atlântica (floresta estacional semidecidual). A mata compreende uma área de aproximadamente 10 hectares em bom estado de conservação, guardando ainda significativas características da mata originária. A represa foi construída na década de 1970 com objetivo de ampliar do suprimento de água, embora se trate de ambiente artificial, encontram-se devidamente integradas à natureza.

O atual horto iniciou sua história na década de 1920, com a doação de terras ao Governo Federal para a criação de uma Estação Experimental de Algodão. Em 1933, a área foi transferida ao IAC (Instituto Agronômico de Campinas). Em 1949, a área retornou para as mãos do Estado e, até 1969, foi instalada uma série de projetos e subprojetos, com plantios visando à pesquisa de essências nativas e exóticas, principalmente Pinus e Eucalyptus. A Unidade teve 80% de sua área reflorestada com espécies exóticas em função do histórico de sua doação.

RESPOSTAS
Por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente informou que a responsabilidade sobre o Horto de Tupi é da administração municipal. A prefeitura informou que tomou providências para recuperação do lago. “A Sedema [Secretaria de Defesa do Meio Ambiente] solicitou apoio do IPA (Instituto de Pesquisas Ambientais) do Estado de São Paulo para identificar as causas do problema e buscar soluções e aguarda resposta do órgão para realizar a retirada das algas do lago do Horto de Tupi.”

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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