Segundo as organizadoras, o objetivo é chamar a atenção para o fim do machismo, racismo, LGBTQIA+fobia e fome
Neste 8 de março – Dia Internacional da Mulher - Piracicaba deve registrar uma manifestação organizada por mulheres de movimentos sociais e de partidos políticos. A concentração está marcada para às 16h em frente ao Mercadão Municipal e às 17h, as participantes seguem em marcha até a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) na rua Alferes José Caetano. De acordo coma as organizadoras, o objetivo é chamar a atenção da sociedade ‘Por um Brasil sem machismo, racismo, LGBTQIA+fobia e fome’.
Segundo a organização do ato, dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, o Brasil registraram 1.350 casos de feminicídios em 2020, entre os casos registrados 61,8% das vítimas eram mulheres negras. Em relação à violência sexual, os dados apontam 60.460 casos foram reportados em 2020, totalizando 165 estupros por dia, entre os quais 86,9% das vítimas eram mulheres. “O machismo que estrutura nossa sociedade não impacta da mesma forma todas as mulheres de classe social, cor, identidade de gênero e orientação sexual distinta. O Brasil é um dos países que mais mata pessoas trans e travestis, sendo que a expectativa de vida média desse grupo não ultrapassa os 35 anos”, afirmaram em nota.
Na pauta, o grupo apresenta uma série de reivindicações locais, entre elas eleições para o Conselho da Mulher; melhorias e atendimento 24 horas na DDM e implantação de sala para atendimento individualizado; implementação de um casa abrigo para mulheres em situação de violência e seus filhos; implantação da Casa da Mulher Brasileira concentrando serviços de atendimento às mulheres; instalação da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher mediante convênio da Prefeitura e Tribunal de Justiça, entre outros.
VEREADORAS
Neste 8 de março, as quatro vereadoras de Piracicaba se manifestaram em relação à data. Para a petista Raí de Almeida “o 8 de março é o dia de referência mundial da luta das mulheres por direitos e igualdade”.
A vereadora Silvia Morales (PV) destacou a data como uma das mais importantes da história. “Inicialmente, a luta era por igualdade salarial, mas, atualmente, é uma luta contra o machismo, a misoginia, a violência de gênero. E essa violência está muito presente também no meio político. As poucas mulheres que ocupam algum cargo político, eletivo ou não, são sempre alvo de desrespeito, de humilhação e até mesmo de assédio. Mas, esse quadro vai ser mudado porque cada vez mais mulheres estão ocupando esses lugares de decisão política, e, assim como na população, logo seremos maioria também nesses espaços”, disse.
A republicana Alessandra Bellucci frisou que ‘todas homenagens prestadas a nós mulheres, sirvam de incentivo para refletirmos o quanto somos fortes e importantes em todos os seguimentos que regem o universo’ e lembrou o empoderamento das piracicabanas. “Nosso cenário brasileiro esta sendo reestruturado com a união de mulheres Fortes, Determinadas e Guerreiras. Pois não é a toa que uma das peças mais fortes em um jogo de xadrez é a dama”, afirmou Ana Pavão (PL)
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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