Setor econômico, da indústria ao emprego, perde R$ 3,45 mi

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Comércio e serviços tiveram quase R$ 1 mi sem aplicação

A pandemia de covid-19 tem causado crise econômica por todo o País e a Prefeitura de Piracicaba deixou de investir nesta frente R$ 3,45 milhões. Conforme descrito na execução orçamentária de 2021, a categoria Trabalho foi a que ficou com mais dinheiro em caixa: R$ 2,40 milhões – com nenhum investimento no subtema empregabilidade. Na sequência, em segundo lugar do ranque com maiores saldos, está a categoria de Comércio e Serviços, com uma sobra de R$ 944,50 mil – todo recurso desta categoria foi direcionado ao turismo e foram preteridas as subcategorias Promoção Comercial, Comercialização e Serviços Financeiros, que ficaram sem investimento algum durante o ano passado.

Ainda no ranque com maiores saldos, com números muito próximos, estão a Indústria com pouco mais R$ 51 mil e Ciência e Tecnologia, área para qual restaram exatos R$ 50 mil. Respectivamente, estas áreas receberam investimentos de R$ 1.331 (Indústria) e, com mais potência, R$ 500 mil (Ciência e Tecnologia).

Voltando às áreas com maiores investimentos dentro do assunto crise econômica, Trabalho recebeu no ano passado R$ 7,83 milhões. Grande parte deste total, R$ 7,5 milhões, ficou com a subcategoria Proteção e Benefícios ao Trabalhador, subentendida em relação ao sistema previdenciário. As Relações de Trabalho – sempre muito ligadas em âmbito municipal ao PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), departamento criado para facilitar a busca de emprego e reduzir o tempo para a condição de desempregado – levaram pouco mais de R$ 323 mil. Já o assunto Empregabilidade teve zero investimento – esta frente poderia aproximar, como o PAT, mas por meio de agências, a busca pela recolocação profissional.

Como se pode ver no quadro (ao lado) desta matéria, Comércio e Serviços não ganharam investimentos para as subcategorias Promoção Comercial, Comercialização e Serviços Financeiros. A reportagem do JP indagou a prefeitura sobre os saldos – nenhum resto a pagar de quaisquer das áreas são superiores ao restante em caixa – e quais foram os principais projetos executados para cada tema, mas, até o fechamento desta matéria não houve nenhuma resposta oficial sobre as pautas.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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