Zona rural teve investimento zero em saneamento em 2021, traz relatório

Por Laís Seguin |
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Para Urbanismo, prefeitura investiu ‘pesado’ em manutenção de área verde

R$ 56,51 milhões foi o valor que ‘sobrou na conta’ nas áreas de Saneamento e Urbanismo. Os dados são da execução orçamentária de 2021 da Prefeitura de Piracicaba. Chama a atenção nos relatórios o investimento zero em saneamento na zona rural. Na categoria Urbanismo, a frente que recebeu mais recursos foi a de Serviços Urbanos, totalizando R$ 46,38 milhões no ano passado – por definição, esta subcategoria é aquela de manutenção de parques e praças, incluindo arborização, limpeza e varrição.

Segundo o Instituto Trata Brasil, o saneamento básico é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população, melhorando a produtividade do indivíduo e facilitando a atividade econômica. No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. 11.445/2007 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.

Diferente da zona rural, a atual gestão investiu em saneamento urbano quase R$ 111 milhões em 2021. Entretanto, ainda sobraram R$ R$ 15,58 milhões para o saneamento básico na área tida como cidade. O déficit de R$ 9,68 milhões projetados em ‘restos a pagar’ é correspondente a 68% do saldo total para Saneamento disponibilizado pela administração municipal no
ano passado.

Em Urbanismo, a segunda maior soma de investimentos foi para transportes coletivos, um total de quase R$ 17 milhões – desde o ano passado, o JP pede à prefeitura o quanto foi repassado à operação de transporte público informação que, até o momento, não chegou à reportagem. A terceira subcategoria com mais recursos públicos foi a de Infraestrutura Urbana, com R$ 4,23 milhões – o que inclui, por definição do termo, estruturas para sistema viário, drenagem de águas pluviais ou bens de consumo essenciais como energia elétrica.

Ainda sobre Urbanismo, a reportagem do JP indagou a prefeitura sobre o motivo do saldo e pediu informações sobre os principais investimentos feitos na área. Para Saneamento, houve questionamentos também sobre a ‘sobra no caixa’ bem como quais foram os principais investimentos na zona urbana. Também foi perguntado qual o motivo da zona rural não ter recebido nenhum investimento. Até o fechamento desta matéria, a gestão municipal não enviou uma resposta oficial à redação.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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