Protetoras temem transferência de 20 gatos idosos

Por Laís Seguin |
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Gatos vivem no local há mais de dez anos

Protetoras de 20 gatos que vivem em um núcleo no centro Cultural Nhô Serra, no Parque 1º de Maio, estão apreensivas com a possibilidade de os animais serem transferidos para o Cemitério da Saudade, onde vivem cerca de 700 animais. A protetora Thaty Freitas contou que o núcleo no centro cultural existe há cerca de dez anos e abriga gatos castrados e saudáveis, sendo a maioria idosos, e que a transferência para o cemitério vai comprometer a saúde desses animais. Três protetoras se revezam no cuidado com os gatos, que estão acostumados com o local e com a vizinhança.

Em julho passado, essa possibilidade (transferência) chegou a ser cogitada, mas a Sedema (Secretaria de Defesa do meio Ambiente) descartou e informou na ocasião que a alimentação aos felinos era oferecida por funcionários, não descartando a oferta de terceiros e que o caso era de conhecimento do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) desde 2017 e, também, do Ministério Público, que recebeu uma carta de uma das protetoras dos animais que estava preocupada com a situação e o destino dos gatos.

Thaty disse que no local já está instalada uma gaiola, conhecida como gatoeira para captura dos animais, o que reforça as suspeitas de transferências dos gatos. Ela reclama da decisão da Sedema sem avisar as protetoras e questiona os motivos para extinção do núcleo.

Em uma rede social, nesta quinta-feira (24), a vereadora Alessandra Bellucci (Republicanos) informou que os animais não vão para o Cemitério. “Já fiz contato com a secretaria. Por favor se acalmem. Eu não sabia disso, fiquei sabendo por essa postagem. Estou aqui para defender e cobrar o Poder Público. Garanto que não serão removidos para o cemitério. Existe um processo no Ministério Público, vamos nos reunir e fazer o melhor por eles”, postou.

A prefeitura foi questionada sobre o destino dos gatos, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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