Objetivo é o de viabilizar recursos para distribuição dos filmes rodados em Piracicaba e na RMP
Produtores audiovisuais e Câmara Municipal de Piracicaba abriram recentemente conversas a fim de debater lei que institui a Cota de Tela Municipal. O objetivo é, junto do Governo do Estado de São Paulo e com apoio do deputado estadual Alex de Madureira (PSD), viabilizar recursos para distribuição dos filmes rodados tanto em Piracicaba como os produzidos na RMP (Região Metropolitano de Piracicaba). Para alcançar este objetivo, o Coletivo Cena 14 - Rede de Produtores Audiovisuais Independentes, vinculado ao ICine - Fórum de Cinema do Interior Paulista, estiveram na última sexta-feira (18) no gabinete da vereadora Sílvia Morales (PV).
O Cena 14 é formado pelos profissionais da área Bruna Epiphânio, Gabriel Ávila, Rober Caprecci e Cris Mendes. Segundo Ávila, o coletivo é formado por um grupo de artistas, empresários, produtores, realizadores e empreendedores culturais independentes, todos em busca da promoção da cultura e trabalhos voltados ao setor audiovisual. “Queremos articular mecanismos de fomento financeiro, institucional e social para a promoção direta do crescimento do mercado audiovisual cultural na cidade de Piracicaba”,
destaca Ávila.
Em reunião anterior, Jhoão Scarpa, co-vereador e produtor cultura, destacou que “grande parte das produções independentes tem verbas de editais públicos, como o ProAC, ou com recursos próprios. Porém, os editais não contemplam a modalidade ‘distribuição’, o que acaba fazendo com que os filmes deixem de circular nos circuitos mais tradicionais como as salas
de cinema”, disse.
Na mesma linha, a cineasta Bruna Epiphânio informou haver verbas para a categoria de audiovisual como desenvolvimento, produção e finalização. Para a criação de uma nova linha como a distribuição seria necessário aumentar o orçamento destinado à cultura. “Porém, o que temos visto são tentativas de organizações em reduzir as cotas destinadas ao interior do Estado, além do que, temos orçamento muito inferior ao que deveria ser, já que o cinema e o audiovisual são áreas que geram recursos e fazem a economia circular”, afirmou.
“É importante ressaltar que agora Piracicaba faz parte de uma região metropolitana, e que a adesão das cidades que compõem essa região é fundamental para fortalecer o movimento audiovisual do interior”, lembrou Bruna.
Para dar sequência às discussões e implantação da Cota de Tela Municipal, a vereadora Sílvia Morales se comprometeu a apresentar o projeto de lei ao presidente do Parlamento Metropolitano de Piracicaba, o vereador Gilmar Rotta (CID), a fim de analisar a viabilidade de encaminhar a propositura às demais 23 cidades da região metropolitana.
Outro ponto importante trazido pelo coletivo de produtores foi a tramitação da lei Paulo Gustavo, que, se aprovada pela Câmara dos Deputados e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), trará a Piracicaba mais de R$ 2 milhões para serem distribuídos ao setor do audiovisual.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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