Bloco da Ema: “é uma brincadeira levada a sério”, diz fundador

Por Laís Seguin |
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Tony Azevedo conta a história do bloco e fala sobre os trabalhos ao longo do ano

O Bloco da Ema foi fundado em 2006 com o objetivo de resgatar o Carnaval de rua e divulgar a cultura popular das regiões Norte e Nordeste, dialogando com a cultura local. Hoje estabelecido na cidade, o grupo coloca para dançar em fevereiro cerca de 5.000 foliões. Sob o comando do artista Tony Azevedo, a Ema mantém atividades em sua sede durante todo o ano e emprega, direta e indiretamente, cerca de 100 profissionais. O grupo de Tony está na programação do Sesc Piracicaba, entidade que produziu uma série de clipes com seis blocos tradicionais de Piracicaba – assista aos vídeos no canal do clube do Youtube.

O clipe com o pessoal da Ema traz como tema o frevo. Mas, durante o ano, quando o Carnaval não é o foco, a Ema promove diferentes tipos de ações culturais – a sede fica na rua Moraes Barros 176, Centro. “Os blocos vão além das brincadeiras, da reunião de pessoas e do próprio resgate cultural. São a luta e resistência de um povo quanto à garantia de manifestação e apropriação dos espaços públicos a fim de uma transformação da sociedade. É uma brincadeira levada a sério”, diz o fundador da Ema, artista visual, músico e produtor cultural.

Na música, o bloco construiu o projeto Baquerê, trabalhando o maracatu de baque virado para jovens nas comunidades. Tem também Oficinas de Ritmos Regionais, com o coco, ciranda e afoxé. O destaque no intercâmbio Cultural são os Encontros de Maracatu de Baque Virado, que está em sua oitava edição, marcando um encontro entre mestres e fazedores da cultura popular e afro-brasileira.

Nas artes visuais, a Ema mantém um grupo de estudos e pesquisas sobre a técnica de gravura. A área fornece informações e materiais para mostras e exposições, passando pela fotografia, xilogravura, máscaras e pintura. O espaço também oferece cursos e oficinas de confecção de adereços, fantasias, máscaras em papel machê e miniaturas da mascote do bloco, a maior e mais pesada ave brasileira.

Para todas as atividades, Tony conta com diferentes tipos profissionais trabalhando no bloco. “São artistas, músico, artesãos, bonequeiros, decoradores, costureiras, manutenção de instrumentos de percussão, equipamento de som, equipe de apoio e pessoas para levar os bonecos estão envolvidos no projeto do Bloco da Ema”, conta Tony.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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